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De novo frente a frente, Trump e Xi procuram estabilidade comercial. IA, tarifas e Irão em cima da mesa

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De novo frente a frente, Trump e Xi procuram estabilidade comercial. IA, tarifas e Irão em cima da mesa

Depois dos encontros em outubro de 2025 e em maio deste ano, Donald Trump e Xi Jinping voltam a sentar-se à mesma mesa, desta vez em Washington, com um objetivo aparentemente fácil: impedir uma nova escalada da guerra comercial entre as duas maiores potências económicas do mundo , quando faltam menos de dois meses para o fim do prazo da (frágil) trégua tarifária e para as midterms norte-americanas.

A expectativa é, por isso, de um reforço desta espécie de armistício, e não de um novo acordo histórico .

Quer a Washington, quer a Pequim interessa preservar a atual estabilidade a nível comercial, mesmo mantendo-se como rivais estratégicos.

No entanto, há questões na agenda que podem vir a revelar-se espinhosas , como a inteligência artificial e as terras raras e no campo diplomático.

Tarifas: prolongar a trégua sem resolver a guerra comercial A primeira pressão sobre os líderes chinês e norte-americano é o calendário comercial.

O “Acordo de Busan”, firmado em outubro do ano passado na Coreia do Sul, pôs um travão temporário à guerra comercial agressiva e aos controlos de exportação, mas expira a 10 de novembro.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com o homólogo chinês, Xi Jinping, após a sua reunião no salão de receções Naraemaru, situado numa base da Força Aérea em Busan, na Coreia do Sul, a 30 de outubro de 2025.

EPA/YONHAP EPA/YONHAP SOUTH KOREA OUT Pouco tempo depois de regressar à Casa Branca, Donald Trump elevou as tarifas norte-americanas sobre produtos chineses para níveis superiores a 100%, enquanto Pequim respondeu com medidas de dimensão semelhante.

Desde então, os dois países reduziram significativamente as taxas aduaneiras, mas as tarifas continuam muito acima dos níveis anteriores ao início da guerra comercial .

Daí que a prioridade da cimeira desta quinta-feira seja evitar um regresso à escalada.

Segundo o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, as negociações entre Washington e Pequim têm registado progressos numa proposta de redução recíproca das tarifas sobre cerca de 30 mil milhões de dólares de bens de cada lado .

A possibilidade de a China comprar mais bens norte-americanos – nomeadamente produtos agrícolas, energia e aviões da Boeing – também está em cima da mesa.

O ponto de interrogação é por quanto tempo será prorrogada a trégua comercial .

Pequim estará interessada numa extensão prolongada, mas Washington poderá preferir preservar a possibilidade de utilizar as tarifas como instrumento de pressão.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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