China vai "defender-se" face a ameaças comerciais dos Estados Unidos
O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, apresentou na segunda-feira um novo pacote de sanções ditas secundárias, visando não o Irão diretamente, mas os parceiros comerciais de Teerão nos setores do ouro, tecnologia, ativos digitais, aviação e transporte marítimo.
Washington impôs igualmente novas sanções a 60 indivíduos, empresas e navios acusados de ajudar o Irão a gerar receitas petrolíferas, a obter armas e a conduzir ações de guerra digital.
As sanções da administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, visam entidades em todo o mundo, nomeadamente nos Emirados Árabes Unidos, China, Singapura e Europa.
“A China tomará todas as medidas necessárias para defender firmemente os seus direitos e interesses”, reagiu o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
Lin disse que “as pressões máximas exercidas no âmbito de uma guerra económica não resolvem” os problemas.
“Apenas servem para agudizar as tensões e os conflitos, provocar efeitos de contágio, desestabilizar a ordem económica e financeira mundial e prejudicar os direitos e interesses legítimos de outros países”, afirmou.
A China é um parceiro estratégico e económico fundamental para o Irão.
Mais de 80% das exportações de petróleo iraniano tinham como destino a China antes da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, de acordo com a empresa de análise Kpler.
“A cooperação entre a China e o Irão sempre se enquadrou no âmbito do direito internacional e não pode ser travada nem comprometida”, afirmou Lin Jian.
Bessent declarou na segunda-feira que os países que não participarem nas sanções norte-americanas “partilharão o isolamento do Irão”.
O secretário do Tesouro admitiu mesmo expulsar os incumpridores “do sistema do dólar”.
O Presidente da China, Xi Jinping, tem agendada para 24 de setembro uma visita aos Estados Unidos, a convite de Trump, que esteve em maio em Pequim.
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