Brasil deve quebrar recorde de turistas estrangeiros. "Credibilidade para fora" ultrapassa momento político, diz presidente da Embratur
O Turismo no Brasil vive uma "transição de mentalidade" sobre a importância do setor para o desenvolvimento econômico e social do país, o que traz mais estabilidade para que esta cadeia produtiva ganhe tração mesmo em meio ao momento político, marcado pela proximidade das eleições.
A análise é de Bruno Reis, novo presidente da Embratur, que faz a primeira viagem à Europa desde que assumiu o cargo, em março, para reforçar os contatos com investidores e com o trade local.
"Eu sou o primeiro bacharel em Turismo na cadeira de presidente, em 60 anos e o que a gente está entendendo é que existe uma transição de mentalidade sobre a importância da nossa indústria.
A indústria do agro, por exemplo, ela tem uma influência para entender quais são as direções que esse mercado vai ter, independente do cenário político eleitoral", explica Bruno Reis ao DN Brasil .
"A gente nunca viveu isso.
O que a gente sempre viveu foi transições de governos e a estratégia acabava pautada sempre de novo do dia zero.
Não tem mais dia zero ", completa o presidente.
Clique aqui e siga o canal do DN Brasil no WhatsApp O Turismo representa de 8% a 11% do PIB nacional.
Em 2025, o Brasil recebeu 9,3 milhões de turistas internacionais, representando uma injeção de cerca de 10 bilhões de dólares na economia.
Agora, o país se prepara para alcançar o marco histórico de 10 milhões de visitantes estrangeiros , resultado que o presidente credita à estratégia do Plano Brasis, programa que traçou as metas de 2025 a 2027 e trouxe um olhar diferenciado para cada estado brasileiro trabalhar o seu melhor produto.
"Foi compartilhar a estratégia com os atores locais que, de fato, gerem o produto, para que eles também possam influenciar os gestores públicos no nível estadual e no nível federal sobre para onde deveriam se caminhar com a estratégia da promoção internacional do Brasil e dos destinos", afirma.
Para o presidente, "a indústria de fato agora conseguiu entender o impacto que tem de geração de emprego, no PIB, e de que maneira que a atração de investimentos está muito pautada na credibilidade que o país tem para fora ", o que traz mais estabilidade para que o setor continue a trabalhar.
"Independente do cenário que acontecer no Brasil, nos estados, no nível federal, a gente também, pela primeira vez, já entregou uma estratégia que perpassasse gestão.
Então a estratégia comercial de posicionamento do Brasil não muda até dezembro de 2027.
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