Os primeiros 100 Dias e o horizonte dos 1825 dias de Governação: A esperança ganha forma num Cabo Verde para Todos!
Os primeiros 100 dias de governação de Francisco Carvalho, primeiro-ministro de Cabo Verde constituem um momento para avaliar prioridades, compromissos e os primeiros sinais de mudança na vida dos cabo-verdianos.
Mais do que um balanço apenas de calendário, este é um exercício sobre o rumo que se pretende dar ao país e sobre a capacidade de transformar expectativas em medidas concretas.
A ideia de «Cabo Verde para Todos» ganha significado quando se traduz em direitos, oportunidades e melhores condições de vida, independentemente da condição económica ou da ilha onde cada cabo-verdiano vive.
É nesse terreno, o da vida quotidiana das pessoas que as políticas públicas devem ser avaliadas.
Saúde e educação: direitos que não podem depender da carteira O acesso universal e gratuito aos cuidados de saúde representa uma ambição social de grande alcance.
Num país arquipelágico, onde a distância entre ilhas pode dificultar o acesso aos serviços, garantir cuidados de saúde a todos exige não apenas eliminar barreiras financeiras, mas também reforçar os profissionais, os equipamentos, os medicamentos e a capacidade de resposta das estruturas de saúde.
A gratuitidade das propinas constitui, igualmente, uma medida com potencial para reduzir desigualdades e alargar oportunidades.
A educação não deve ser um privilégio reservado às famílias com maior capacidade financeira.
Quando um jovem pode prosseguir os estudos sem que o pagamento das propinas se transforme num obstáculo, ganha esse jovem, ganha a sua família e ganha Cabo Verde, que investe no conhecimento e na qualificação dos seus recursos humanos.
Estas medidas, são decisões políticas, contudo, exigem continuidade, financiamento sustentável e mecanismos de execução capazes de assegurar que a gratuitidade formal corresponde a um acesso efetivo e de qualidade.
Entre as 9 ilhas de Cabo Verde, menos distância, mais oportunidades e viajar entre ilhas a preços acessíveis: um Cabo Verde mais próximo para todos Uma nova visão para a mobilidade entre as ilhas de cabo Verde, a partir do mês de janeiro de 2027, a previsão de ligações marítimas por quinhentos escudos (dois euros e meio) e de ligações aéreas por cinco mil escudos (50 euros) entre as ilhas, conforme os valores indicados para estas medidas, coloca no centro do debate uma questão essencial: quanto custa viver num país arquipelágico e que condições devem existir para que a insularidade não seja uma penalização permanente? Transportes mais acessíveis podem facilitar o acesso à saúde, à educação, ao emprego e ao escoamento dos produtos.
Podem também aproximar famílias, dinamizar o turismo interno, estimular o comércio e criar oportunidades para as empresas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.