Israel distingue passageiros que salvaram voo após ataque na Flydubai
0" class="w-full" :src="`https://media-manager.noticiasaominuto.com/1920/${images[activeSlide]['media_source'].replace('.jpg', '.webp')}`" alt="Israel distingue passageiros que salvaram voo após ataque na Flydubai" width="1920" height="540" /> 10 Fotos
O presidente israelita, Isaac Herzog, concedeu hoje a mais alta distinção civil do país a seis pessoas que viajavam, a 30 de setembro, a bordo do voo da Flydubai entre os Emirados Árabes Unidos e Israel e que teve de fazer uma aterragem de emergência na Arábia Saudita após um presumível 'ataque terrorista' cometido pelo copiloto da aeronave.
Herzog entregou o 'Prémio Presidencial ao Heroísmo Civil' a seis cidadãos israelitas - Tali e Zvika Manes, Yaniv Hayoun, Shota Musayev, Asaf Rajuan e Or Pardilov -, uma distinção que também atribuirá ao capitão Smit Machchhar, de nacionalidade indiana, que realizou uma aterragem de emergência mesmo depois de esfaqueado pelo atacante.
O Presidente de Israel afirmou isto em Jerusalém, onde teve lugar a entrega de um prémio criado por Herzog após os ataques do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) em 07 de outubro de 2023 contra território israelita e que "expressa o reconhecimento do Estado de Israel àquelas pessoas que atuaram com um heroísmo excecional, pondo em perigo as suas próprias vidas, movidas pela responsabilidade mútua e com o objetivo de salvar vidas humanas".
Nesta linha, o chefe de Estado realçou que os premiados são "pessoas aparentemente comuns que se revelaram heróis extraordinários ao salvar o voo" que fazia a rota Dubai-Tel Aviv quando ocorreu o incidente.
"Graças à sua coragem, determinação e extraordinária frieza, estes heróis evitaram uma catástrofe aérea devastadora que teria chocado o mundo inteiro, e salvaram 174 vidas preciosas", assinalou.
Herzog desejou uma "recuperação completa e rápida" ao capitão, a quem valorizou pela sua "coragem sem igual e sólida profissionalidade", e aproveitou para fazer um apelo à unidade da comunidade internacional perante a "ameaça global do terrorismo".
"Quando o perigo espreita, é bom ter um israelita ao seu lado. (...) É ainda melhor ouvir os alertas e avisos estratégicos de Israel antes que o perigo se materialize", afirmou.
"O 7-O deixou uma marca indelével no povo israelita, e o trauma será palpável durante gerações. Aprendemos, através de um sofrimento doloroso, o que significa enfrentar uma ameaça existencial. E aprendemos que enfrentá-la exige visão de futuro, determinação e, acima de tudo, cooperação internacional na luta contra o terrorismo", reiterou.
As principais companhias aéreas europeias reconheceram os riscos da atividade e defenderam equilíbrio na avaliação médica e profissional dos pilotos, mas rejeitaram lista negra após caso da Flydubai.
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