Alguns membros do BCE teriam apoiado aumento das taxas de juro em julho
Alguns membros do Conselho do Banco Central Europeu (BCE) teriam apoiado um aumento das taxas de juro em julho, por considerarem que uma resposta tardia da política monetária poderia atrasar o regresso da inflação à meta de 2%.
“ Alguns membros apontaram que, dado que os dados recebidos desde a reunião do Conselho de junho evidenciavam a necessidade de um maior aperto da política monetária, não se teriam oposto a um aumento das taxas de juros “, segundo as atas da reunião de julho, divulgadas hoje.
Na reunião de julho, o BCE decidiu manter as taxas de juro diretoras inalteradas , confirmando aquilo que já era amplamente esperado pelos mercados financeiros.
Desta forma, a taxa de facilidade permanente de depósito continuou nos 2,25%, a taxa das operações principais de refinanciamento situa-se em 2,40% e a taxa de facilidade permanente de cedência de liquidez fica nos 2,65%.
Taxas de juro têm de subir ainda mais, alerta Schnabel Ler Mais “ Uma resposta tardia da política monetária poderia atrasar o regresso da inflação a 2%, afetar as expectativas de inflação de forma mais duradoura e exigir um ajuste ainda maior posteriormente, prejudicando tanto as famílias como as empresas “, avaliaram os membros do BCE que não se teriam oposto a elevar o custo do dinheiro em julho.
Para os responsáveis, existem riscos claros de aumento da inflação, embora os efeitos de segunda ordem ainda não se tenham manifestado.
Também consideraram que a política monetária deveria agir antes do surgimento desses efeitos, “para não correr o risco de ficar desfasada”, acrescenta o relatório da reunião.
Esta semana, Isabel Schnabel, membro do Conselho Executivo do BCE, afirmou em entrevista à Bloomberg que as taxas de juros têm de subir ainda mais, perante a persistência do conflito no Médio Oriente e os riscos de aumento da inflação.
“ Com a taxa de inflação atual, é improvável que retorne à meta no médio prazo e, portanto, um aperto monetário adicional será necessário “, disse Schnabel.
A responsável alertou ainda que a inflação poderá permanecer acima de 2% durante um período prolongado devido aos elevados custos da energia.
A próxima reunião do BCE está marcada para o dia 10 de setembro.
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