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"Estamos a lutar por um direito nosso e vamos continuar aqui". Protesto pela habitação monta tendas em Lisboa

Diário de Notícias ·
"Estamos a lutar por um direito nosso e vamos continuar aqui". Protesto pela habitação monta tendas em Lisboa

As reivindicações eram similares, mas os protagonistas mudaram.

Depois das bandeiras e dos cartazes da CGTP, chegaram as tendas e os jovens manifestantes à Praça do Rossio, em Lisboa, ao final da tarde deste sábado, 17 de outubro .

Um "chaveiraço", com participantes a agitarem as chaves no ar, marcou o início de uma nova acampada pelo direito à habitação , enquanto mais pessoas se juntavam à concentração e na qual o primeiro-ministro, Luís Montenegro, esteve no centro das críticas.

Entre palavras de ordem e faixas dirigidas ao chefe do Governo, os manifestantes fizeram referências aos 55 imóveis que lhe têm sido associados e contestaram as recentes declarações sobre o alegado egoísmo de determinadas mobilizações .

A palavra de ordem era resistir, numa concentração que sucedeu à manifestação da central sindical contra o aumento do custo de vida.

Os acontecimentos dos últimos dias no Porto, onde uma intervenção policial contra manifestantes pela habitação gerou contestação, também marcaram os discursos no Rossio .

Em declarações ao DN , Mariana, uma das participantes que não quis informar o seu nome completo, criticou a atuação das forças de segurança.

"A partir do momento em que um serviço público, um serviço que é suposto proteger civis, consegue estar treinado em combate e 'cascar' nas pessoas com capacetes, viseiras, gás-pimenta, cassetetes, botas de biqueira de aço, cobertos da cabeça aos pés, é, parece-me, o momento para se manifestar" , afirmou, descrevendo o equipamento utilizado pelos agentes antes de referir-se ao tema principal do protesto, a habitação.

"Se é um direito, não é um negócio.

Não devia ser um negócio.

Por isso estamos cá".

Apesar do receio de uma eventual intervenção policial, Gersy, outro dos manifestantes ouvidos pelo DN, garante que os paritcipantes não pretendem ceder à intimidação .

"Não podemos ceder ao medo, não podemos deixar que eles nos intimidem", afirmou.

"Estamos a lutar por um direito nosso, então vamos continuar aqui, vamos fazer tudo o que for possível na legalidade.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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