Escritora britânico-turca Elif Shafak vence Prémio Europeu Helena Vaz da Silva 2026
A autora britânico-turca Elif Shafak é a vencedora do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2026, divulgou esta sexta-feira, 18 de setembro, o Centro Nacional de Cultura.
"Este reconhecimento europeu presta homenagem à arte de contar histórias de Elif Shafak, que dá vida ao diversificado património cultural da Europa, respondendo, ao mesmo tempo, aos desafios do nosso tempo, num forte apelo à defesa da democracia, à promoção da solidariedade, à aceitação do cosmopolitismo e à celebração da diversidade cultural" , indica a entidade que instituiu o prémio em 2013, em colaboração com a Europa Nostra e o Clube Português de Imprensa, para homenagear a jornalista, escritora, ativista cultural e política portuguesa falecida em 2002.
A cerimónia de entrega do prémio vai realizar-se a 5 de novembro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
"Estou muito comovida e profundamente honrada por saber que me foi atribuído o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva.
Os meus mais sinceros e profundos agradecimentos ao júri.
Este prémio é verdadeiramente especial pelo seu empenho em sensibilizar o público para o património cultural e literário, o que se torna ainda mais importante e necessário no mundo fragmentado de hoje" , afirmou Elif Shafak, citada por um comunicado enviado à imprensa.
Já júri do galardão destaca a contribuição excecional da escritora para a preservação e celebração do património cultural comum da Europa, tangível e intangível, através do poder da literatura e da narrativa.
"A escrita de Elif Shafak dá vida à riqueza e complexidade da nossa memória e identidade culturais e liga, de forma extremamente imaginativa, o nosso passado, presente e futuro.
Ao dar a sua voz única a histórias, tradições e perspetivas diversas, Elif Shafak convida os leitores a descobrir, compreender, valorizar e cuidar do património que partilhamos.
Numa época de crescente ansiedade e polarização, ela lembra-nos que a diversidade cultural é uma fonte de força e beleza, e que a narrativa pode construir pontes sobre muitas divisões.
Shafak convida também cada um de nós a empenhar-se na defesa dos valores fundamentais da democracia e da solidariedade.
O júri orgulha-se de homenagear Elif Shafak e a sua convicção inabalável no poder da narrativa para preservar a memória, celebrar a diversidade, promover os direitos humanos e unir a humanidade através das gerações e das culturas" , destaca o júri, também citado pela nota.
Elif Shafak é uma autora britânico-turca que já publicou 21 livros, dos quais 13 são romances.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.