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Mulheres conservadoras. Evangélicos afastam-se de movimento

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Mulheres conservadoras. Evangélicos afastam-se de movimento

A Aliança Evangélica Portuguesa (AEP), organização que representa centenas de igrejas cristãs evangélicas implantadas em Portugal, procurou esta semana distanciar-se do recém-criado “Movimento Mulheres Conservadoras Portugal”, lançado em julho por um conjunto de influenciadoras, empresárias e dirigentes políticas, muitas delas ligadas ao Chega, num evento que contou também com a presença de várias figuras da direita evangélica brasileira, associadas ao bolsonarismo.

Numa nota divulgada esta semana , a direção da AEP critica particularmente a cobertura mediática feita ao lançamento do movimento. Vários meios de comunicação social portugueses, dando conta do lançamento, sublinharam a dimensão religiosa do grupo encabeçado pela deputada Rita Matias, do Chega, e notaram que o surgimento do movimento sugere a importação, à boleia da crescente imigração brasileira, da lógica de aproximação entre a direita radical e as comunidades evangélicas que caracteriza o bolsonarismo no Brasil. O que é certo é que, nas redes sociais deste movimento , as referências à fé cristã e à Bíblia são frequentes por entre o discurso político.

A AEP considera que o lançamento do movimento, que contou com a presença de influenciadoras brasileiras ligadas a igrejas evangélicas, foi retratado associando o grupo “de forma mais ou menos direta a uma proximidade crescente dos evangélicos à vida política portuguesa , nomeadamente junto do Chega”.

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“A fé evangélica é, para centenas de milhares de portugueses, um suporte estruturante da vida quotidiana, na família, no trabalho, na doença, no luto, na comunidade. Não podemos aceitar em silêncio que um grupo inteiro de pessoas de paz seja denegrido, por associação, com base em generalizações não fundamentadas sobre um fenómeno político que lhe é, na sua esmagadora maioria, alheio”, diz a direção da AEP, salientando que a aliança é “apartidária”, não apoiando nem condenando qualquer partido, nem recomendando qualquer sentido de voto aos crentes evangélicos.

A organização evangélica opõe-se também à ideia de que existe uma “influência evangélica” num ou noutro sentido político, uma vez que “o panorama evangélico português (e europeu) é internamente muito mais plural do que a expressão ‘influência evangélica’ sugere”. Segundo a AEP, “há mulheres evangélicas socialmente conservadoras, é certo; mas há também mulheres evangélicas progressistas, apartidárias, ativistas pelos direitos das mulheres, sindicalistas, ou simplesmente indiferentes à política”.

“O inverso é igualmente verdadeiro: nem todas as mulheres conservadoras em Portugal são evangélicas”, diz o comunicado.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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