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Olhem só as cartas que me escrevem - Intermédios

Observador ·
Olhem só as cartas que me escrevem - Intermédios

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Olá, malta. Sejam bem-vindos a mais um episódio de "Intermédios", nesta que é a terceira semana da nova temporada do "Somos Todos Malucos". Espero que estejam a gostar das conversas e já sabem, vão sempre sugerindo temas, porque eu estarei cá para ver nos comentários e procurar também responder às vossas solicitações. Boa semana, claro, vocês provavelmente estão a ouvir isto na segunda-feira, a chorar no carro, mas faz parte. Setembro também é um bom mês de regresso, para quem tem filhos é o mês mais espetacular, porque começam as aulas e nós finalmente podemos voltar às nossas rotinas, porque estar o tempo todo com os putos em casa como já dizia o meu pai: "Fizeste-os, agora aguentas". Do que eu gostava de vos falar hoje? Eu tenho aqui na minha mão, para quem está a ver no YouTube, e vou fazer assim no microfone para vocês ouvirem. Para quem está a ouvir, só. São cartas à moda antiga, coisas escritas em papel que me deixaram. E onde é que me deixaram? Eu estava ali em cima a recolher. Tinha ainda muitas mensagens para ler. Estava a recolher as mensagens que me deixam no espetáculo "Volte Já". E era sobre isto que eu gostava de falar. Sobre o espetáculo, mas sobre as mensagens. E vou partilhar aqui algumas das mensagens que me enviam. Este espetáculo, "Volte Já", para quem já viu espetáculos meus, eu gosto de ter um fio condutor, ou seja, não ser um espetáculo de comédia, simplesmente. E obviamente, eu gosto desse tipo de espetáculos também, mas não ser apenas observações. Eu procuro que tenha um fio condutor a história e que haja um tema por trás das piadas. E este "Volte Já" é exatamente sobre o meu medo de morrer. Sim, porque eu tenho desde pequeno, de forma muito intensa, às vezes, e então resolvi construir um espetáculo à volta deste tema, porque eu penso: "Se eu tenho medo disso, certamente há uma data de gente que tem e se calhar era giro eu procurar maneiras de me rir disso tudo". E por que se chama "Volte Já"? Porque grande parte de vocês acompanham este podcast e as coisas que eu escrevo. Há uma parte de mim que procura muito, e acho que é transversal para as pessoas que têm medo de morrer, o que é a seguir, se existe alguma coisa. Esta ideia de finitude, das coisas terminarem e nós simplesmente desaparecer, assusta também. E então há uma busca, do meu ponto de vista, como eu procuro fazer através da ciência. Vocês veem aqui no podcast, eu já tive psiquiatras a falar sobre a vida após a morte, já tive médicos. Porque a ciência estuda isto, então eu gosto desta perspectiva mais científica, como se eu procurasse esta certeza. E "Volte Já", porque eu gosto da ideia da reencarnação, de nós voltarmos. Há aqui um romantismo volta desta ideia e por isso chama-se "Volte Já". Mas há duas particularidades neste espetáculo, que é: à entrada da sala, eu tenho um caixão em tamanho real, feito em K Line, sabem aquelas fotografias onde nós metemos a cara para depois tirar uma fotografia, aquelas imagens que a gente mete assim, tem um buraco na cara, nós metemos a nossa cara e tiramos uma foto.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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