As notícias das 10h
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Notícias às 10, na Rádio Observador, com Carla Jorge Carvalho. Começamos com as buscas à Polícia Judiciária. O antigo bastonário da Ordem dos Advogados, Rogério Alves, pede que a investigação chegue a conclusões o mais rapidamente possível.
Até porque considera que este caso parece relativamente simples. O Ministério Público fez ontem buscas na sede da PJ, no âmbito de uma investigação que envolve o atual diretor nacional. O objetivo é descobrir indícios de que houve escutas ilegais no processo Football Leaks. Esta investigação do Ministério Público resulta de uma denúncia de um coordenador da PJ. Ouvido no Explicadores, Rogério Alves pede conclusões o mais depressa possível, face ao impacto mediático do caso.
O Ministério Público que dirige o inquérito vai recolher toda a documentação relevante, vai analisar coisas que, sendo graves, são relativamente simples. Houve ou não houve uma ordem para se fazer uma escuta ambiental? Essa ordem, a ter existido, dirigia-se àquela diligência, era para gravar a conversa entre aquele senhor da Doyen, o advogado da Doyen e o doutor Aníbal Pinto? Essa, tendo existido, foi autorizada pelo juiz de instrução criminal, depois do Ministério Público lhe ter pedido, ou não foi? Creio que, por mais complexa que a descoberta destes elementos possa ser, justifica-se que seja relativamente rápida.
A opinião de Rogério Alves, advogado, antigo bastonário da Ordem. Também no Explicador, o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, Paulo Lona, rejeita qualquer tipo de suspeitas sobre o timing destas buscas, face aos casos que já existem à volta da Judiciária.
Só quem está na posse da investigação, tem os atos da denúncia em concreto e os elementos que foram recolhidos até ao momento é que pode perceber qual o timing para a realização de determinadas diligências, nomeadamente uma busca. É uma avaliação que tem que ser feita e que eu acredito que tenha sido feita pelo colega titular da investigação.
Paulo Lona é o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, um dos convidados do Explicador desta manhã.
Carla, como dissemos, na origem desta investigação está uma denúncia contra o diretor da Polícia Judiciária, mas há contradições nos documentos que levaram à queixa.
O Observador teve acesso a uma dessas queixas, que faz parte da denúncia, e detetou três contradições, como explica o redator principal Luís Rosa.
Em primeiro lugar, o documento mais importante, que refere a colocação de aparelhos que se deduzem que sejam aparelhos de escuta ambiental, escuta ambiental essa que seria ilegal. Esse documento, por exemplo, não está assinado. Em segundo lugar, há outra questão relevante, outra contradição relevante, é que as datas dos documentos não batem certo. Ou seja, o encontro que está aqui em causa, que teria sido alvo de escuta ambiental ilegal, é um encontro que ocorreu na autoestrada A5, na estação da Galp da autoestrada A5, no dia 21 de outubro de 2015. Ora, os documentos que foram apresentados como alegada prova da escuta ambiental ilegal não batem certo com essa data.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.