UE disponível para apoiar eleições na Ucrânia, mas Kyiv decide
E m conferência de imprensa em Bruxelas, a porta-voz da Comissão Europeia Anitta Hipper afirmou que "compete à Ucrânia decidir" quando é que pode realizar eleições, dois dias após o ex-ministro da Defesa ucraniano Mikhail Fedorov ter pedido que se criem condições para convocação de eleições.
"A União Europeia está pronta para apoiar a Ucrânia ao longo de todo o processo eleitoral, incluindo no cumprimento das normas e dos princípios democráticos", acrescentou a porta-voz.
Questionada se lhe parece que, tendo em conta a guerra no país, há condições para convocar eleições, a porta-voz respondeu que não cabe à UE decidir sobre a matéria.
Na terça-feira, o ex-ministro da Defesa ucraniano Mikhail Fedorov, demitido em julho, apelou para a criação de condições para a realização de eleições, apesar da invasão russa, como forma de "restaurar um processo democrático pleno".
Fedorov, cuja demissão gerou um movimento popular de apoio ao seu regresso ao Governo, argumentou que "a democracia não pode ser feita refém da Rússia", que invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, levando à aplicação da lei marcial e manutenção dos mandatos dos cargos dos titulares políticos sem eleição, incluindo o Presidente, Volodymyr Zelensky.
"Devemos encontrar um mecanismo legal, seguro e realista que permita à Ucrânia restaurar um processo democrático pleno mesmo no meio de uma guerra prolongada", disse Fedorov num breve discurso publicado na plataforma YouTube.
A vaga de protestos na Ucrânia prolongou-se este mês e levou Zelensky a substituir também o chefe do exército, Oleksandr Syrsky, justificando a decisão com a necessidade de manter a unidade da Ucrânia perante divergências públicas entre o antigo ministro e o comandante militar.
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