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Economia

ANTP diz que transportadores “não aguentam mais” aumento dos combustíveis e exige resposta urgente

Jornal Económico ·
ANTP diz que transportadores “não aguentam mais” aumento dos combustíveis e exige resposta urgente

A Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP) manifestou hoje 21 de setembro “profunda preocupação” com a sucessiva escalada dos preços dos combustíveis e com o impacto na sustentabilidade das empresas, considerando que as medidas adotadas até ao momento não estão a ser suficientes para responder à dimensão do problema.

Em comunicado à imprensa, a associação presidida por Sónia Valente sublinha que, para uma empresa de transportes, o combustível não é uma opção, mas uma ferramenta de trabalho, e que quando uma empresa abastece dezenas de viaturas diariamente, alguns cêntimos por litro transformam-se rapidamente em milhares de euros adicionais de custos todos os meses.

A ANTP alerta que o agravamento é potenciado pelo facto de muitas empresas não conseguirem repercutir de forma imediata esses aumentos nos preços praticados, uma vez que os contratos estão celebrados, os preços dos serviços foram negociados e os clientes resistem à atualização dos valores, o que faz com que o custo fique dentro da empresa transportadora, a absorver sucessivamente os aumentos, comprimindo margens e colocando uma pressão cada vez maior sobre a tesouraria.

No mesmo comunicado, a associação afirma ter conhecimento de que há transportadores profundamente insatisfeitos com a atual situação e que equacionam a realização de protestos, paralisações ou outros movimentos reivindicativos.

Nesse quadro, a ANTP afirma compreender a preocupação e o sentimento de revolta que se vive no setor, mas deixa absolutamente claro que “não está a promover, convocar ou organizar qualquer paralisação, nem participa na organização de movimentos dessa natureza”, pautando a sua atuação pela “responsabilidade institucional e pelo cumprimento rigoroso do enquadramento legal aplicável”.

A associação ressalva que essa posição não significa silêncio, mas sim a utilização de todos os meios institucionais e legais ao seu alcance para defender os interesses das suas associadas.

Apesar de reconhecer as medidas já adotadas pelo Governo, nomeadamente ao nível da fiscalidade sobre os combustíveis e de mecanismos dirigidos ao setor, a ANTP defende que, para muitas empresas, essas respostas não chegam, exigindo por isso uma resposta urgente e efetiva.

Entre as medidas defendidas está o reforço extraordinário do gasóleo profissional enquanto persistirem níveis excecionalmente elevados do preço do combustível, a par da criação de um mecanismo automático de estabilização que permita uma resposta previsível quando ocorram aumentos extraordinários do preço do gasóleo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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