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Alzheimer: Coimbra aposta numa análise ao sangue para acelerar o diagnóstico

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Alzheimer: Coimbra aposta numa análise ao sangue para acelerar o diagnóstico

Uma simples colheita de sangue pode ajudar a identificar mais cedo a doença de Alzheimer. A ULS de Coimbra lançou um projeto que aproxima os centros de saúde das consultas de neurologia e aposta num biomarcador sanguíneo.

A iniciativa acompanha avanços internacionais que estão a transformar a forma como esta doença é diagnosticada .

O novo programa da Unidade Local de Saúde de Coimbra pretende acelerar o diagnóstico do défice cognitivo e da doença de Alzheimer através de uma maior articulação entre os cuidados de saúde primários e o Serviço de Neurologia.

Um dos elementos centrais é a p-tau217, uma forma da proteína tau que pode ser medida no sangue e utilizada como marcador biológico associado à doença.

Segundo as informações , este marcador já é utilizado nas consultas de neurologia da instituição , cujo laboratório também dá resposta a outras unidades locais de saúde.

O projeto vai avaliar o impacto e a possibilidade de aplicar esta ferramenta nos cuidados de saúde primários. Inclui ainda a formação dos profissionais e o reforço da ligação às consultas especializadas, procurando melhorar a resposta às pessoas com queixas de memória.

A ambição é aproximar o diagnóstico do local onde muitos doentes procuram ajuda pela primeira vez e tornar mais rápido o encaminhamento para avaliação especializada.

O interesse pelos testes sanguíneos tem vindo a ganhar força com os resultados da investigação internacional.

Na Suécia, um e studo publicado em 2024 na revista JAMA avaliou 1213 pessoas com sintomas cognitivos , das quais 515 foram acompanhadas nos cuidados de saúde primários e 698 numa consulta especializada.

Os testes sanguíneos estudados alcançaram uma exatidão diagnóstica próxima dos 90% na identificação da patologia de Alzheimer. A investigação demonstrou, assim, o potencial destas ferramentas em contextos clínicos reais, incluindo os cuidados primários.

A p-tau217 está entre os biomarcadores investigados para ajudar a identificar alterações associadas à doença . A possibilidade de obter essa informação através de uma colheita de sangue abre caminho a percursos de diagnóstico mais acessíveis.

Estes resultados, contudo, não representam uma avaliação do projeto de Coimbra . O desempenho depende do teste concreto, dos critérios usados para interpretar os resultados e das características das pessoas avaliadas.

Nos Estados Unidos, esta evolução já chegou à prática clínica regulada. Em maio de 2025, a FDA autorizou a comercialização do primeiro teste sanguíneo destinado a ajudar no diagnóstico de Alzheimer.

O teste, denominado Lumipulse G pTau217/β-Amyloid 1-42 Plasma Ratio , mede a relação entre duas proteínas no plasma. Destina-se a pessoas com 55 ou mais anos que apresentem sinais e sintomas da doença.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em pplware.sapo.pt — o conteúdo pertence a Pplware.

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