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"Guerra híbrida" da Rússia na Europa devia ter outro nome. "Já não é tão 'híbrida' quanto isso"

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"Guerra híbrida" da Rússia na Europa devia ter outro nome. "Já não é tão 'híbrida' quanto isso"

Especialistas em segurança, diplomatas e autoridades de defesa ouvidos pelo POLITICO consideram que o rótulo de guerra “híbrida” da Rússia já não faz sentido e que é apenas o prolongar de um grande risco: o de subestimar a gravidade da ameaça, ignorando o quanto a guerra já escalou na Europa.

É uma crítica direta à retórica dos líderes europeus, que, ao socorrerem-se da expressão “guerra híbrida”, procuram evitar uma resposta militar.

Veja-se um exemplo: as autoridades alemãs encontraram mais um drone junto aos explosivos que estariam ligados a um plano de ataque ao aeroporto de Leipzig. O chanceler Friedrich Merz veio falar de “atacantes híbridos”.

“Estamos, de facto, numa guerra híbrida que já não é tão ‘híbrida’ quanto isso”, afirma Camille Grand, ex-secretária-geral adjunta da NATO e atual responsável da Associação Europeia das Indústrias Aeroespaciais, de Segurança e de Defesa ao POLITICO.

E dá outro exemplo: há executivos de indústrias de defesa a aumentarem a sua própria segurança, face a tentativas de assassínio.

Visão que as autoridades comunitárias continuam a ignorar, recusando que a Rússia esteja prestes a avançar com um ataque direto. “Podemos afirmar com muita clareza que os serviços europeus não veem qualquer risco de ataque aos países europeus”, diz um alto funcionário que pediu anonimato.

Um outro responsável europeu explica que o adjetivo “híbrida” é utilizado para descrever ações que não chegam a ser ataques diretos a alvos militares ou civis, o que permite evitar um estado de guerra e uma resposta militar.

Além disso, com este termo, procura-se evitar os efeitos económicos de uma guerra pura e dura, como a fuga de investidores ou a subida nos prémios dos seguros.

Ao POLITICO, James Appathurai, secretário-geral adjunto da NATO para a Inovação, Híbrido e Cibernético, defende o termo, considerando a palavra apropriada para descrever aquilo que a Rússia está a fazer.

“Respondemos a estes atos hostis, por exemplo, quando aliados coordenaram a expulsão de ‘diplomatas’ russos e quando implantámos recursos militares no Mar Báltico", assegura.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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