Liga Europa: Milan-Benfica, 0-2 (crónica)
Era um jogo de tudo. De recontros, de Liga Europa com «sabor» a Champions e, acima de tudo, um jogo de revoluções. Daquelas fáceis de perspetivar, mas difícil de adivinhar ao certo.
Até porque Marco Silva não se fez regoado e executou nove (!) substituições em comparação com o último onze apresentado. Apenas Tomás Araújo e Daniel Banjaqui «sobreviveram» nas escolhas inicias do jogo com o Gil Vicente.
Antes de a bola rolar, Rui Costa foi homenageado no relvado de San Siro. O agora presidente do Benfica, antigo jogador do Milan, foi aplaudido pelos adeptos rossoneri enquanto recebia uma camisola do clube italiano.
Ora, o jogo lá começou. E, diga-se de passagem, os primeiros minutos foram pouco emocionantes. Tudo mudou quanto Lukebakio fez abanar as redes pela primeira vez.
O internacional belga já tinha avisado antes. Pois bem, à segunda foi de vez. O 11 encarando recebeu no corredor direito, foi conduzindo para o meio e atirou rasteiro para o golo – sem grandes hipóteses de defesa par Maignan.
O jogo aqueceu e a turma de Marco Silva voltaria a ameaçar, desta feita por Sudakov. A bola sobrou para o ucraniano, que à entrada da área certo em cheio no ferro. Passava o perigo, pelo menos na baliza do Milan.
A equipa de Ruben Amorim viria testar verdadeiramente Trubin pouco depois. Terracciono, do lado esquerdo, atirou colocado para um golaço. O guardião das águias, que saltou para o onze nesta partida, voou para negar o golo.
Ao intervalo Ruben Amorim não perdeu tempo. Fez entrar Pulisic e Mario Gila para os lugares de Terracciano e Hutchinson.
Ainda assim, quem voltou a festejar foi a formação lisboeta – com mais um nome pouco consensual a molhar a sopa. Num lance de insistência, uma combinação entre reforços dilatou a vantagem encarnada.
El Karouani, do lado esquerdo, cruzou rasteiro para o coração da área, onde surgiu Jakub Kamiński a executar uma bela finalização para marcar o primeiro golo pelo Benfica.
O cenário agora era muto diferente. O Benfica ficaria confortável no jogo, tendo a segurança para manter a vantagem. O Milan, por sua vez, via-se ainda mais pressionado, diante dos seus adeptos, com a obrigação de correr atrás do prejuízo.
A equipa italiana teve, então, mais bola e contou pela frente com um Benfica mais recuado. Ainda assim, Trubin continuou a ter pouco trabalho – embora tenha respondido à altura quando chamado.
Negou, por duas vezes, o golo a Pulisic, mantendo a baliza a zeros e segurando.
O apito final confirmou um triunfo histórico para o Benfica, que nunca tinha vencido o Milan. À sétima foi de vez. Para isso, contou com golos de dois nomes que prometiam pouco na entrada deste jogo.
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