Sanna Marin: “Quando caças russos invadirem o espaço aéreo europeu devemos abatê-los e dar um sinal claro a Putin"
Foi com um “olá de novo” que Sanna Marin me recebeu para a entrevista, num hotel à beira Tejo.
Na véspera, estivéramos à conversa num debate na embaixada da Finlândia em que a antiga primeira-ministra, além de temas como a covid-19 ou a NATO, falou dos desafios de ser jovem e mulher na política, do equilíbrio entre maternidade e carreira ou dos “escândalos” mediáticos que protagonizou, como as fotos de blazer e sem camisa numa capa de revista ou o vídeo numa festa em que surge a dançar e cantar.
Polémicas nas quais vê uma “dualidade de critérios” dos media em relação aos seus colegas homens.
Desta vez, limitadas pelo tempo, focámo-nos mais na ameaça russa e nos desafios que a Europa enfrenta.
A Finlândia já tinha tido uma presidente e uma primeira- -ministra, inclusive em simultâneo durante uns meses, quando foi eleita em 2019.
Estamos a falar de um país que, ainda enquanto Grão-Ducado, um território autónomo do Império Russo, concedeu às mulheres não só o direito de voto, mas também o direito de serem eleitas para o parlamento, em 1906.
Então, como explica o interesse em torno da sua eleição, foi também por, aos 34 anos, se ter tornado a chefe do Governo mais jovem do mundo? Para mim foi uma surpresa a atenção internacional que a minha eleição gerou.
Claro que imaginava que seria notícia na Finlândia, mas não previa o interesse internacional que iria despertar.
E arrependo-me, menciono-o no livro, de não ter apagado algumas fotografias da minha filha bebé do Instagram, porque foram publicadas em todo o mundo.
Olhando para trás, devia ter imaginado.
Claro que é notícia internacional que uma mulher de 34 anos se torne líder de um país.
Cresceu numa família com poucas posses.
Foi criada por duas mulheres, num ambiente queer .
Foi a primeira pessoa da sua família a ir para a universidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.