Contabilistas contra novas práticas contabilísticas em 2027
O Sistema de Normalização Contabilística (SNC), que uniformiza as práticas contabilísticas em Portugal, poderá vir a sofrer alterações no próximo ano .
O alerta é deixado por Paula Franco, bastonária da Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC), pedindo que estas mudanças, que têm de ser “amadurecidas e fundamentadas”, não sejam já implementadas.
“Não há capacidade para fazer mais alterações”, atira, num período em que contabilistas e empresas estão a adaptar-se ao novo ciclo contributivo da Segurança Social .
Em causa está um projeto da Comissão de Normalização Contabilística (CNC), organismo no qual a OCC está representada e que quer ver este documento “aprovado até ao final de 2026 para implementar em 2027” , detalha a representante dos contabilistas ao EContas, depois de ter abordado o tema na habitual reunião semanal da OCC.
“Todo o normativo contabilístico português assenta no normativo internacional.
Durante os últimos anos já houve alterações às IFRS que obrigam a um ajustamento.
Mas a CNC quer ir mais além, nomeadamente alterar o plano de contas, as demonstrações financeiras, os normativos “, afirma Paula Franco.
“Algumas das IFRS que mudaram, e que era importante refletir no normativo, não estão a ser refletidas, nomeadamente as das locações financeiras.
Estamos longe daquilo que está no normativo internacional.
Há outras situações em que não é necessário [haver uma mudança], como é o caso de nomenclaturas.
Há um ponto que passa por mudar o nome do balanço para posição financeira “, continua, detalhando algumas das alterações propostas.
O EContas questionou a CNC sobre o projeto, mas não foi possível obter um esclarecimento.
A representante dos contabilistas salienta que “temos de estar em sintonia e acima de tudo tem de se perceber se estas alterações são efetivamente necessárias e só fazer as alterações que sejam estritamente necessárias para não afetar a vida dos contabilistas”, defendendo ainda que seja feita uma consulta pública antes de se avançar para uma aprovação.
Paula Franco refere que uma “alteração nas demonstrações financeiras e no plano de contas obriga a mexer em todos os softwares , em todos os mapas, em todos os relatórios que já estão predefinidos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.