Vasp em primeiro lugar no concurso de distribuição de jornais e revistas no interior
A VASP, empresa detida pelo grupo BEL (acionista do DN), ficou ordenada em primeiro lugar no concurso público internacional lançado pelo Governo para assegurar a distribuição de imprensa escrita em áreas de baixa densidade populacional, superando a Pergaminhoflash Distribuição, sociedade constituída em junho para concorrer, precisamente, a este concurso, por José Manuel Rogeira de Jesus, dono da Parsoc (acionista do Jornal de Notícias ).
A decisão consta do relatório preliminar do júri, datado de 20 de agosto e já comunicado às empresas concorrentes, que dispõem agora de cinco dias úteis para se pronunciarem em sede de audiência prévia, nos termos do Código dos Contratos Públicos.
Só depois será proferida a decisão final de adjudicação.
O concurso para a distribuição de jornais e revistas no interior faz parte do Plano de Ação para a Comunicação Social (PACS), a cargo do ministro da Presidência, António Leitão Amaro, e visa assegurar que os jornais e revistas chegam a todo o território continental, incluindo nas regiões onde a distribuição é uma atividade deficitária.
O caderno de encargos dividiu Portugal continental em dois blocos geográficos: o Lote 1 (Norte e Centro), com um preço base de 1,7 milhões de euros para três anos, e o Lote 2, abrangendo Oeste, Vale do Tejo, Grande Lisboa, Península de Setúbal, Alentejo e Algarve, com um preço base de 1,3 milhões de euros.
No Lote 1, a proposta da VASP, de cerca de 1,23 milhões de euros, obteve 65 pontos, ficando à frente da proposta da Pergaminhoflash, de 1,4 milhões euros, pontuada com 59,53 pontos.
No Lote 2, a proposta da Pergaminhoflash foi excluída pelo júri por não assegurar pontos de venda em todos os concelhos abrangidos, requisito obrigatório do concurso, faltando os concelhos de Alcoutim e Marvão.
A VASP ficou, assim, como única concorrente admitida neste lote, com uma proposta na ordem de um milhão de euros.
No conjunto dos dois lotes, a proposta da VASP totaliza cerca de 2,29 milhões de euros para três anos (cerca de 763 mil euros por ano), menos de cerca de 712 mil euros do que o preço base global de 3 milhões, o que representa uma poupança de cerca de 24% para o Estado.
O contrato definitivo obrigará o operador vencedor a garantir, no mínimo, um ponto de venda ativo por cada concelho do continente, a assegurar o transporte totalmente não discriminatório de todos os títulos concorrentes e a submeter relatórios mensais detalhados de vendas e custos à fiscalização do Estado VASP manifesta preocupação com proposta do Governo sobre distribuição de imprensa
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