Lula acorda prioridades com líderes do Congresso
O Presidente brasileiro e os líderes da Câmara dos Deputados e do Senado do país acordaram esta quarta-feira em avançar com temas prioritários para o Governo, que são promessas de campanha do recandidato Lula da Silva.
Após meses de negociações e avanços e retrocessos na articulação política, Lula da Silva almoçou com o deputado Hugo Motta e o senador David Alcolumbre no Palácio da Alvorada, residência oficial do Presidente brasileiro.
Na ocasião, trataram da tramitação de propostas como a redução da jornada de trabalho, emenda à Constituição (PEC) da segurança pública, regime especial de tributação para serviços de datacenter (Redata) e marco legal das terras raras.
Outra prioridade do Governo Lula a entrar na mesa de negociação é a aprovação da medida provisória que retirou impostos de 20% cobrados sobre compras internacionais de até 50 dólares (popularmente chamada “ taxa das blusinhas “).
Alcolumbre disse que a próxima semana será “de esforço concentrado”, devido às eleições gerais de outubro, e que a medida da “taxa das blusinhas” será votada no Senado e na Câmara dos Deputados antes de perder validade.
Em conferência de imprensa ao lado de Hugo Motta e de Lula, Alcolumbre disse que as propostas da PEC da segurança pública e da redução da jornada de trabalho serão analisadas na próxima semana pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
O Presidente brasileiro, por sua vez, repetiu esta quarta que, assim que o Senado aprovar a PEC da Segurança Pública, irá criar imediatamente o Ministério da Segurança Pública, uma das suas promessas de campanha.
Lula e Alcolumbre reataram diálogo há duas semanas, após meses de distanciamento e sem cumprirem agendas públicas conjuntas.
O afastamento entre os dois começou em abril, após Alcolumbre liderar a maior derrota do terceiro mandato de Lula: a rejeição pelo Congresso Nacional do indicado do Presidente para o cargo de juiz do Supremo Tribunal Federal.
Com mandato de oito anos como senador, Alcolumbre não concorre às eleições gerais deste ano, mas reaproximou-se do Palácio do Planalto em busca de apoio para reeleição, em 2027, para a Presidência do Senado, segundo a imprensa brasileira.
Alcolumbre é membro do União Brasil, um movimento que pertence ao chamado “Centrão”, aglomerado informal de partidos que se articulam na troca de cargos, recursos e poder no Congresso.
Foi um dos articuladores para isolar dos partidos de centro o senador e candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL), ao fazer com que o União Brasil declarasse neutralidade na corrida ao Palácio do Planalto.
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