Filhas de Zapatero depõem como arguidas a 30 de Novembro
O juiz de instrução deu três dias a José Luis Zapatero, ex-primeiro-ministro espanhol, para entregar a documentação relativa às jóias encontradas no seu escritório.
E intimou as suas filhas a depor como suspeitas.
O juiz José Luis Calama, responsável pelo caso Plus Ultra, pediu à joalharia Yanes um relatório pericial às cerca de 80 peças encontradas e apreendidas no gabinete do ex-primeiro-ministro durante as buscas realizadas a 19 de Maio e deu três dias à defesa de José Luis Zapatero para entregar toda a documentação referente às jóias já avaliadas em 1.323.915 € pelo Instituto Gemológico Espanhol.
Além disso, intimou as filhas do ex-primeiro-ministro, Laura e Alba Rodríguez Espinosa, arguidas desde Junho passado, a depor: a primeira às 9h00, a segunda ao meio-dia de 30 de Novembro.
A decisão foi tomada depois de o Ministério Público ter reiterado, a 16 de Setembro, o pedido para que ambas comparecessem no tribunal, dado que existirão provas de que, com o pai, tenham recebido, através da empresa Análisis Relevante, “supostas comissões em troca de influência exercida para garantir 53 milhões de euros de ajuda pública à companhia aérea Plus Ultra”, escreve o El País .
Além das filhas do ex-primeiro-ministro, foram também intimados a comparecer como testemunhas, no dia 19 de Novembro, o antigo diretor da Sociedad Estatal de Participaciones Industriales (SEPI), a holding através da qual o Estado espanhol gere participações em empresas, e o ex-diretor financeiro da companhia aérea Plus Ultra, Félix Martín.
José Luis Calama investiga suspeitas de organização criminosa, tráfico de influências e falsificação de documentos e procura esclarecer o destino de 53 milhões de euros que o Estado espanhol deu à companhia aérea Plus Ultra para evitar a sua falência durante a pandemia.
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