Ministros de Israel entre mais votados nas primárias do Likud
C oncluída a contagem dos votos das primárias celebradas na segunda-feira, os candidatos que mais saem reforçados no seio do partido de direita de Netanyahu são o atual ministro da Energia, Eli Cohen, o presidente do parlamento, Amir Ohana, e o ministro da Justiça, Yariv Levin, adiantou o jornal YNet.
O Likud garantiu, em comunicado, que Netanyahu está "muito satisfeito" com estes resultados.
"A nova lista do Likud reflete uma renovação e a integração de novas forças no topo da lista. Juntamente com os preferidos que o primeiro-ministro vai nomear, que vão fortalecer ainda mais a lista, a delegação do Likud liderada por Netanyahu vai conduzir a uma grande vitória e à formação de um governo nacional de ampla base", lê-se no comunicado do partido publicado nas redes sociais.
Face à esperada queda no número de assentos do Likud nas eleições legislativas agendadas para 27 de outubro - de 32 para entre 22 e 24, segundo as sondagens -, as primárias do partido de direita transformaram-se numa corrida entre os atuais deputados para evitar perder o lugar no Knesset (Parlamento), tentando aceder às melhores posições da lista eleitoral.
"Esta é uma demonstração de confiança não só em mim pessoalmente, mas, acima de tudo, no caminho que estou a liderar", comentou Yariv Levin, o primeiro a pronunciar-se nas redes sociais para agradecer o voto dos militantes, que o coloca em sexto lugar na lista que o Likud vai levar às eleições.
De acordo com Levin, "um grande número de cidadãos exige a conclusão da reforma legal".
A reforma jurídica defendida por Levin mobilizou, durante semanas em 2023, centenas de milhares de israelitas que protestavam contra a medida, classificando-a como um "golpe de Estado", mas os ataques perpetrados pelo movimento islamita palestiniano Hamas em 07 de outubro desse ano interromperam as manifestações e atrasaram a tramitação do projeto de lei.
Entre as subidas nas listas, destaca-se também a ascensão do deputado de extrema-direita Almog Cohen (13.º), enquanto na sétima posição, e como primeira mulher da lista, ficou a atual ministra dos Transportes, Miri Regev.
Netanyahu pode escolher pessoalmente pelo menos oito lugares da lista, designadamente os 3.º, 5.º, 9.º, 11.º, 15.º, 18.º, 26.º e 29.º lugares, segundo o Instituto para a Democracia de Israel, e, entre eles, já atribuiu cargos ao atual ministro da Defesa, Israel Katz, ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Gideon Saar, ao presidente do Comité Central do Likud, Haim Katz, e ao empresário Oren Dobronsky, ainda sem experiência política.
A imprensa israelita avançou que Netanyahu garantiu à partida os cargos destes ministros face ao risco de ficarem em posições desfavoráveis nas primárias do partido.
A lista do Likud vai enfrentar as primeiras eleições após anos marcados pelo ataque de 07 de outubro de 2023, pela ofensiva israelita contra a Faixa de Gaza em retaliação, e pela escalada regional em que Israel se envolveu em guerras com o movimento xiita Hezbollah no Líbano e com o Irão, além de ter mantido trocas de fogo com outras milícias aliadas da República Islâmica.
Na segunda-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a recusar apoiar Benjamin Netanya
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