Cerca de 360 mil pessoas continuam deslocadas no Líbano
A crise humanitária e de deslocados no país está "longe de terminar", afirmou o porta-voz do ACNUR, Babar Baloch, numa conferência de imprensa, acrescentando que muitas das pessoas que regressaram encontraram habitações danificadas, destruição generalizada e falta de serviços essenciais.
A agência da ONU alertou ainda para novas deslocações, depois de ataques israelitas no sul do Líbano durante o último fim de semana terem levado centenas de famílias a abandonar novamente as suas casas.
Os ataques "desencadearam uma nova onda de deslocações, com centenas de famílias a fugir para norte em busca de segurança", afirmou Baloch.
As restrições à circulação, a atividade militar e os riscos provocados por engenhos explosivos deixados pelo conflito continuam também a afetar extensas áreas do sul do Líbano e do Vale do Bekaa, dificultando o regresso das populações e colocando em risco os civis.
"Mais de um milhão de pessoas foram deslocadas internamente no Líbano no auge do conflito, e muitas famílias ainda não conseguem regressar às suas casas devido à enorme quantidade de escombros, à insegurança, à falta de acesso às suas comunidades e aos graves danos nas infraestruturas", explicou o porta-voz.
Apesar de um cessar-fogo ter sido anunciado em 17 de abril, o ACNUR tem alertado que as deslocações e a crise humanitária no Líbano continuam.
A agência das Nações Unidas alertou igualmente para a falta de financiamento da resposta humanitária, indicando ter recebido até agora apenas cerca de um quarto dos 472 milhões de dólares (cerca de 403 milhões de euros) necessários para financiar as operações no Líbano durante este ano.
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