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Há robôs a pedir gorjetas. Mas quem é que fica com o dinheiro?

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Há robôs a pedir gorjetas. Mas quem é que fica com o dinheiro?

A pergunta é feita num artigo da BBC : quando os robôs pedem gorjeta, quem é que fica com o dinheiro? É uma nova realidade na restauração e pode moldar o futuro deste setor.

O autor do artigo leva-nos até ao Venetian Hotel em Las Vegas, onde o The Tipsy Robot, consegue fazer cocktails utilizando os seus braços mecânicos.

Na hora de pagar, há uma surpresa: “uma taxa de serviço”. O robô queria uma gorjeta. E não é caso único, segundo a experiência do jornalista Thomas Germain.

Mas, quando o humano sai da equação, quem recebe o dinheiro? A resposta não é clara.

No caso do The Tipsy Robot, os representantes dizem que a equipa humana dividiu o todo o valor entre si. Contudo, especialistas ouvidos na reportagem admitem que esta prática pode ser uma forma de as empresas encaixarem mais dinheiro.

“Temos todos os motivos para acreditar que há empregadores sem escrúpulos a aceitar as gorjetas dos robôs para si”, refere Ochs, professora associada de Ciência Política na Universidade de Lehigh, nos EUA, que há muito estudo a prática da gorjeta.

A verdade é que, desde a pandemia, a cultura da gorjeta parece ter-se multiplicado, mesmo com as críticas à cultura americana nesta matéria, onde a gratificação permite às empresas pagar salários base mais baixos.

Nos EUA, a lei diz que as empresas, donos e supervisores não podem aceitar uma parte da gorjeta. Ainda assim, quando falamos de máquinas, o cenário muda, porque há uma lacuna: “não foi estabelecido um padrão legal”.

O artigo dá o exemplo do Artly Coffee, que acabou por desativar os pedidos de gorjeta nos seus robôs, dando antes um aumento aos funcionários. A empresa alega que foi uma resposta às queixas dos clientes, mesmo que o valor fosse distribuído pelos funcionários. A gorjeta voltou ao formato tradicional: um pote.

Mesmo com esta suspeita, Katerina Berezina, professora associada de tecnologia hoteleira na Universidade do Mississipi, nos EUA, pede maior confiança nas empresas: “não creio que seja justo presumir que tentam ganhar dinheiro a qualquer custo”.

“A gorjeta ou a taxa de serviço pode ser apenas uma forma de cobrir a mão-de-obra necessária ou as atualizações de que o robô necessita”, nota.

A gorjeta servir par compensar um bom serviço ou por razões altruístas, para compensar os baixos salários, nota o artigo. São lógicas que não se aplicam aos robôs, nota uma das especialistas ouvidas que recusa que se dê gratificações a robôs.

É citado um estudo onde cerca de 11% referem que dariam gorjeta a um barman robô. Contudo, importa notar que as pessoas que estão em contacto com esta tecnologia já estariam mais predispostas a fazê-lo no formato tradicional com humanos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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