Festival Iminente: uma primeira noite para estranhar, ouvir e descobrir
Logo à entrada, percebe-se que este não é apenas um festival de música.
Há salas inteiras entregues a exposições, obras escondidas nos corredores e instalações que se descobrem quase por acaso.
Uma das particularidades mais interessantes do recinto é precisamente esta possibilidade de assistir a um concerto enquanto, ao lado, alguém visita uma exposição.
No palco Court, Gisela João é um dos primeiros grandes nomes a desafiar expectativas.
No concerto da fadista, não há a guitarra portuguesa como centro do espetáculo, nem uma tentativa de reproduzir o fado tradicional tal como o conhecemos.
Há antes uma abordagem marcada pela experimentação, pelos efeitos visuais e por uma presença física intensa.
Durante grande parte do concerto, Gisela João atua de joelhos.
“Eu gosto de música estranha”, diz.
É talvez a frase que melhor resume aquilo que está a acontecer.
Para quem chegou à procura do fado mais tradicional, este não é necessariamente o concerto esperado.
Para quem veio à procura de criatividade, experimentação e de uma boa dose de estranheza, é precisamente o concerto certo.
Às 22h00, é a vez de Sam The Kid.
Mas quem espera vê-lo pegar no microfone depressa percebe que não é isso que vai acontecer.
O artista instala-se atrás da mesa de mistura e entrega-se aos beats, num set que, em alguns momentos, faz lembrar o universo de The Alchemist.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.