“Falta de tripulantes”: EasyJet marca greve em outubro e dezembro
Os tripulantes da EasyJet associados ao Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) aprovaram esta quinta-feira, por unanimidade, o recurso à greve entre 2 e 6 de outubro e 19 e 23 de dezembro.
A decisão surge depois de uma proposta apresentada pela companhia aérea a 13 de agosto ter sido rejeitada por 98% dos trabalhadores.
Segundo Ana Dias, dirigente do SNPVAC, as negociações do acordo de empresa decorrem desde março, mas as reuniões realizadas depois dessa votação não resultaram numa melhoria da proposta.
“Foi por isso que hoje votámos estas medidas, estas formas de luta e foi votado por unanimidade pelos tripulantes da EasyJet, pelos associados deste sindicato”, afirmou ao 24notícias .
Para além do acordo de empresa, o sindicato aponta outros motivos para o protesto.
Ana Dias fala numa “disrupção de escalas” que, segundo a dirigente, se prolonga há vários meses devido à falta de tripulantes de cabine nas bases portuguesas da companhia.
A responsável sindical refere também erros nos recibos de vencimento e alegados incumprimentos de algumas cláusulas do acordo de empresa.
“Portanto, são muitos os fundamentos e isto já vem de uma luta bastante longa com a empresa”, afirmou.
“Nós sabemos que são cerca de 500 voos que poderão ser afetados em outubro e em dezembro”, disse Ana Dias.
“Nós não temos ainda as escalas nem os voos planeados para essa altura, mas calculamos que seja ainda mais por ser a altura de um período festivo, de férias.” O pré-aviso de greve deverá ser enviado esta quinta-feira.
A partir daí, o Ministério do Trabalho deverá convocar uma reunião entre o sindicato e a empresa para definir os serviços mínimos.
O SNPVAC não espera, contudo, chegar a acordo nesta matéria.
“À partida não haverá entendimento, porque o sindicato entende que a EasyJet é uma empresa privada e não faz serviço público”, explicou Ana Dias.
A dirigente sindical admite que possam vir a ser definidos serviços mínimos pelas autoridades, à semelhança do que aconteceu em anteriores paralisações.
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