Kristin. Apenas 7% das empresas têm seguro para a área produtiva
O coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução Centro, criada na sequência do mau tempo do início do ano, alertou esta quarta-feira que apenas 7% das empresas do país têm seguro para a área produtiva e insistiu na universalização dos seguros.
“Se mais de 50% das habitações não têm seguro, nas empresas é pelo menos um terço , o que é, de facto, um número assustador, mas assusta outros, é que só 7% das empresas do nosso país têm segurada a parte da produção “, declarou Paulo Fernandes, destacando que, neste aspeto, há uma questão essencial, que é a tal manutenção do país em produção”.
O coordenador falava na comissão de Economia e Coesão Territorial no âmbito de uma audição, a requerimento do PCP, sobre a “falta de resposta que permanece para a recuperação na sequência das intempéries em múltiplas vertentes da vida das populações” das regiões afetadas.
“Quando só 7% da nossa estrutura produtiva está segurada, já não é só o edifício, já não são as máquinas, porque, no limite, o mais importante são as encomendas, é manter a economia a funcionar, é manter os postos de trabalho “, observou.
Para este responsável, essa é uma questão que “deve, obviamente, obrigar a refletir”, salientando que, “ no setor agrícola, a situação ainda é pior”, enquanto no setor florestal “praticamente não há nada segurado”.
Paulo Fernandes referiu que Portugal tem “um problema não só de falta de muitas infraestruturas e equipamentos que não estão segurados, como mesmo os que estão segurados, olhando mais fino para os seus valores que estão assegurados e o que é que está segurado, também temos problemas que é preciso sublinhar”.
Afirmando acreditar que, no âmbito do Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), está para breve, no âmbito do PTRR, o Governo está a preparar legislação associada” ao “princípio da universalização dos seguros , que é uma legislação que, seguramente, pode fazer a diferença”.
O coordenador da Estrutura de Missão reiterou que “o princípio da universalização é muito importante, porque pode, no limite, criar políticas mais de redistribuição do custo entre setores, entre atividades”.
“Não podemos ter um país em que só 25% ou 20% do dano conseguimos recuperar através das seguradoras, isso não é possível até porque as alterações climáticas estão aí, os acontecimentos vão continuar”, avisou.
O PTRR é um programa de resposta à catástrofe climática que assolou várias regiões do país entre 28 janeiro (depressão Kristin) e 15 de fevereiro, e que visa preparar o país “para um futuro mais seguro, resiliente e competitivo”, segundo o Governo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.