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EUA querem Europa responsável pela defesa convencional do continente

Notícias ao Minuto - Mundo ·
EUA querem Europa responsável pela defesa convencional do continente

B ruxelas, 27 ago 2026 (Lusa) – O subsecretário da Defesa norte-americano, Elbridge Colby, reuniu-se hoje com aliados europeus na sede da NATO para avaliar o aumento da responsabilidade da Europa pela sua própria defesa.

"A Europa continua a ser de interesse fundamental para os Estados Unidos, mesmo que demos prioridade ao hemisfério ocidental e à Primeira Cadeia de Ilhas", afirmou Colby, numa declaração conjunta com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.

O responsável norte-americano reafirmou o compromisso de Washington com a defesa coletiva da Aliança Atlântica, mas insistiu que os países europeus devem assumir progressivamente a responsabilidade principal pela defesa convencional do continente.

Segundo Colby, Washington pretende manter "uma conversa pragmática sobre como avançar juntos num mundo onde a Europa, que é obviamente um continente muito rico, pode assumir, e está a assumir, a responsabilidade principal pela sua própria defesa convencional".

Os Estados Unidos decidiram em junho realizar uma revisão, durante seis meses, da presença militar norte-americana na Europa, processo iniciado formalmente no final de julho e que poderá resultar numa redução dos meios destacados no continente.

Colby afirmou que a revisão deverá permitir adaptar a presença militar norte-americana às necessidades estratégicas atuais e futuras, no âmbito do que designou como um novo modelo "NATO 3.0".

O subsecretário da Defesa destacou os progressos realizados pelos aliados europeus nos últimos anos, tanto no reforço das próprias capacidades militares como no apoio à Ucrânia.

Colby atribuiu parte desta evolução à liderança do Presidente norte-americano, Donald Trump, de Rutte e de "alguns líderes importantes" europeus.

Os Estados Unidos pretendem agora perceber como serão utilizados a longo prazo os "investimentos extraordinários" realizados por países como Polónia, Alemanha e Países Baixos, entre outros.

Sob pressão de Trump, os aliados europeus e o Canadá comprometeram-se a destinar pelo menos 5% do Produto Interno Bruto (PIB) à defesa até 2035.

O aumento das despesas militares europeias ocorre em paralelo com uma redução prevista da presença norte-americana no continente.

No início de junho, os Estados Unidos informaram igualmente a intenção de reduzir a sua contribuição para o chamado "modelo de força" da NATO, através do qual a organização determina os meios militares que pode mobilizar dos seus 32 Estados-membros em caso de crise.

A revisão deverá abranger também as condições oferecidas pelos aliados à presença e às operações militares norte-americanas na Europa.

"Vamos analisar algumas questões como o acesso, a utilização das bases e os sobrevoos, onde existem muitos elementos positivos, mas também alguns pontos que precisamos de abordar para que tudo faça sentido daqui para a frente", explicou Colby.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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