Socos, violência sexual e medicamentos à força: brasileiros presos em Portugal torturavam pacientes em clínica
Remédios à força, agressões físicas e sexuais, ficar amarrado no chão molhado e ensaboado, proibição de dormir.
Estas são algumas das torturas praticadas por dois brasileiros presos em Portugal , após o trânsito em julgado da condenação no Brasil.
Os detalhes da violência foram divulgados pelo promotor Aroldo Costa Filho, que investigou o caso, iniciado em 2014, em Ribeirão Preto.
Marluci Cabrera Bellini Henares e Djalma Antônio Henares Júnior, na época um casal, atuavam em uma clínica de reabilitação na cidade.
Segundo o promotor, em entrevista ao G1 , os pacientes eram agredidos com socos, pedaços de madeira e também violentados sexualmente com diferentes tipos de instrumentos .
Eles ficavam amarrados e jogados no chão molhado e ensaboado durante várias horas.
Os pacientes também eram obrigados a ingerir uma mistura conhecida como "danoninho" , explica o promotor.
“Eles até utilizavam uma expressão chamada 'danoninho', falavam: 'ele vai ter que tomar o danoninho', 'eu tomei o danoninho', que era um medicamento em gotas que era colocado na água e eles eram obrigados a ingerir”, detalhou.
Clique aqui e siga o canal do DN Brasil no WhatsApp! Outra forma de agressão era a violência psicológica.
Os internos eram obrigados a ficar sentados olhando para árvores por horas seguidas e, se pegassem no sono, eram acordados com socos e outras agressões físicas.
Todos eram vigiados por câmeras pelo casal durante 24 horas por dia.
Marluci e Djalma deixaram o Brasil e fixaram residência em Portugal enquanto ainda podiam sair do país.
O casal, que depois se separou, se refugiou na ilha de São Miguel .
Djalma posteriormente se mudou para o continente e se casou novamente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.