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Coimbra reorganiza rede de autocarros para o "metrobus"

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Coimbra reorganiza rede de autocarros para o "metrobus"

Os Serviços Municipalizados dos Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) estimam que 14% dos seus passageiros diários serão impactados pelas alterações na rede, face à nova operação do “metrobus” e às mudanças no trânsito na Baixa.

A proposta de alteração de mais de 20 linhas dos SMTUC foi aprovada esta segunda-feira em reunião do executivo, com os votos favoráveis dos cinco elementos da coligação Avançar Coimbra (PS/Livre/PAN) e da ex-vereadora do Chega e votos contra dos cinco vereadores da coligação Juntos Somos Coimbra (PSD/CDS-PP/IL/Nós, Cidadãos!/PPM/MPT/Volt). A oposição criticou a falta de participação no processo e antevê “caos” no trânsito.

A proposta altera de forma substantiva a organização do trânsito nos principais eixos da Baixa de Coimbra (via Central, rua da Sofia, Olímpio Nicolau Rui Fernandes e Saragoça) e muda os percursos dos Serviços Municipalizados dos Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC), que se ajustam a essas mudanças, mas também à entrada em serviço do ‘metrobus’ até Coimbra-B e Praça da República.

As alterações implicam uma redução significativa do tráfego de atravessamento sobre a rua da Sofia e Olímpio Nicolau Fernandes, passando a haver transferência do trânsito para as ruas de Aveiro, rua de Saragoça, rua Guerra Junqueiro e circulares interna e externa, aclarou André Remédio, diretor técnico da Engimind, empresa contratada para estudar a reorganização do trânsito.

A vereadora na oposição, Ana Bastos, sustentou que a proposta representa “ uma transformação profunda do funcionamento da cidade, sem que as pessoas e comerciantes diretamente envolvidos tenham sido ouvidos ”, defendendo uma discussão pública “ampla e informada”.

A vereadora defendeu que a transformação, promovida pela introdução do “metrobus”, deveria ser feita “de forma segura, fundamentada, progressiva e com respeito pelas pessoas mais vulneráveis”.

Para Ana Bastos, o executivo não deveria avançar para “uma solução de forte restrição”, quando o “metrobus” ainda não cobre a generalidade do território urbano , a rede dos SMTUC “está ainda em processo de reorganização e não existe uma rede estruturada de parques de estacionamento periféricos devidamente articulada”.

A vereadora vincou que não é contra a redução do tráfego automóvel nem contra uma Baixa mais pedonal, mas que seria contra uma solução “imposta sem o necessário debate”.

Além disso, Ana Bastos notou que o acesso entre a Portagem e a Universidade de Coimbra fica dependente da Ladeira do Seminário e da rua de Aveiro – uma de “carácter residencial” e outra com “níveis de congestionamento elevados”.

A autarca, Ana Abrunhosa, salienta que tem havido várias reuniões com comerciantes e moradores.

A proposta prevê alterações aos percursos das linhas 4, 5, 5T, 6, 6F, 11, 16G, 19, 19A, 19T, 19R, 24, 25, 25T, 27, 27F, 28, 28F, 29, 30, 30A, 30T, 30F, 36F, 42V e 103 .

De acordo com o vogal dos SMTUC, Luís Neto, que apresentou a proposta de mudança, a alteração irá entrar em vigor a 10 de setembro, data em que o “metrobus” (autocarros articulados em via dedicada) passa a ir até à Praça da República e estação ferroviária de Coimbra-B, operação essa que irá também implicar várias mudanças no tr

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