Rússia prevê assinar contratos sobre gasóleo após acordo com Trump
A Rússia espera assinar nos próximos dias os primeiros contratos para exportação de gasóleo, após o acordo anunciado na semana passada pelos presidentes russo e norte-americano, Vladimir Putin e Donald Trump, foi hoje divulgado.
"Tudo acontecerá nos próximos dias", informou o conselheiro do Kremlin (presidência russa) para a cooperação económica internacional, Kirill Dmitriev, citado pelas agências russas.
Dmitriev acrescentou que Moscovo mantém contactos permanentes com Washington para concretizar rapidamente o acordo.
"Estamos em contacto muito próximo, de hora a hora, com a parte norte-americana, e tudo está a avançar muito rapidamente", declarou Dmitriev.
Segundo o responsável, Rússia e Estados Unidos procuram "resolver numerosas questões logísticas para implementar tudo isto de forma rápida e eficaz".
O vice-primeiro-ministro russo responsável pela pasta da Energia, Alexander Novak, confirmou que os contratos de fornecimento estão atualmente a ser preparados.
"A elaboração dos contratos de fornecimento" decorre "ao nível dos ministérios e das empresas" dos dois países, disse Novak.
Trump anunciou na sexta-feira passada um acordo com o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, para fornecer de forma imediata 300.000 toneladas de gasóleo russo ao mercado norte-americano e mundial.
O acordo contempla entregas maiores previstas para os próximos meses, o que serviria para baixar o preço do gasóleo, uma das críticas dos norte-americanos a Trump a poucas semanas das eleições intercalares de novembro.
Trump, que abriu na primavera um conflito bélico com o Irão que reduziu o trânsito de petróleo pelo estratégico estreito de Ormuz, culpou a Ucrânia pelo encarecimento do gasóleo devido aos ataques às refinarias russas.
Na terça-feira, Trump defendeu o acordo com o homólogo Vladimir Putin para o fornecimento de gasóleo russo aos mercados globais, implicando o alívio de sanções a Moscovo, perante descontentamento no Partido Republicano norte-americano.
Na Casa Branca, Trump argumentou que o acordo beneficia não apenas os Estados Unidos pois o gasóleo "está a ser libertado para o mundo", e criticou os ataques ucranianos a refinarias de petróleo russas, afirmando que não são "uma coisa muito boa".
Vários legisladores do Partido Republicano, incluindo quatro senadores, manifestaram-se no domingo contra o acordo e a subsequente autorização para a venda, entrega e importação de gasóleo russo — incluindo a sua entrada no mercado norte-americano — até 07 de abril de 2027, apesar das sanções em vigor.
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