"Espanha está a colher o que semeou" na imigração ilegal e na habitação
O CDS-PP defendeu hoje que "Espanha está a colher o que semeou", com problemas como a imigração ilegal e a crise na habitação, alertando para "ameaças graves" nas fronteiras portuguesas como o tráfico de pessoas e de droga.
Nas declarações políticas hoje no Parlamento, o deputado do CDS-PP João Almeida defendeu que a fronteira ocidental da União Europeia, que se situa em Portugal, "não pode ser desconsiderada" tendo em conta as "ameaças graves" à sua segurança.
João Almeida considerou haver uma ameaça do tráfico de droga e do tráfico de pessoas, usando este último para voltar a acusar a governação do PS de ter levado a cabo uma "política de portas abertas" que "beneficiou e muito as redes criminosas".
"E se dúvidas houvesse sobre esta realidade basta olhar para o que está a acontecer em Espanha que é uma tragédia.
A regularização extraordinária promovida pelo Governo espanhol do PSOE apoiada pela extrema-esquerda é um verdadeiro branqueamento de imigração ilegal", sustentou.
Mais à frente no debate, numa resposta ao PS, o deputado do CDS-PP considerou que "seja no controlo de fronteiras, seja na questão da imigração ilegal, seja na questão do tráfico de pessoas, mas seja também na questão da habitação, Espanha está a colher o que semeou".
"E aí, eu estranho que o PS não tenha seguido, por exemplo, aquela que foi a posição de Felipe González, líder histórico do PSOE, aliado de muito tempo de Mário Soares, e que claramente se demarcou da condução política deste Governo", acusou.
No seu pedido de esclarecimento, o deputado do PS João Torres ironizou que João Almeida tenha percorrido "quase o mundo inteiro para chegar a Espanha, onde de facto queria marcar uma posição política".
"Reconhece que as ameaças híbridas, os ataques híbridos são uma realidade muito importante e que Espanha foi vítima dessa mesma realidade", perguntou o socialista ao centrista.
Pelo PSD, Nuno Jorge Gonçalves referiu que "o tráfico de droga não conhece fronteiras e o crime organizado não respeita limites nacionais".
"Não considera que a União Europeia deve reforçar o papel operacional da Frontex na vigilância das rotas marítimas do Atlântico e na deteção de tráficos de estupefacientes apoiando Estados-membros?, questionou o deputado do PSD, considerando que "uma fronteira externa da União Europeia não pode ser apenas uma responsabilidade nacional" mas sim "uma responsabilidade europeia, partilhada e efetiva".
Já Jorge Miguel Teixeira, da IL, referiu que o Governo, apoiado também pelo CDS-PP, "defende o adiamento do pagamento da dívida do PRR" e não quer que se mexem noutros fundos.
"Portanto, neste momento, o Governo de Portugal é muito possivelmente um empecilho ao maior investimento da União Europeia na sua capacidade de segurança e defesa", lamentou.
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