Turismo náutico cresce, mas falta de infraestruturas trava expansão
O turismo náutico mantém uma trajetória de crescimento em Portugal, mas a falta de infraestruturas ameaça limitar a expansão do setor .
No Douro, um dos principais polos de turismo fluvial do país, os operadores apontam para uma época alta positiva, mas identificam as eclusas e os cais como alguns dos principais constrangimentos ao crescimento da atividade.
“A época alta está a decorrer de forma globalmente positiva”, afirma Vasco Silva, vice-presidente da Associação das Atividades Marítimo-Turísticas do Douro (AAMTD), que, com base nos indicadores recolhidos junto dos associados, aponta para níveis de procura “em linha ou ligeiramente acima” dos registados no verão passado.
A evolução não é, contudo, uniforme em todo o país.
António Marques Vidal, presidente da Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos (APECATE) aponta para uma época em “bom ritmo”, mas salienta que o arranque foi penalizado pelas condições meteorológicas adversas em maio.
Nos meses seguintes houve uma recuperação, embora a procura se mantenha, em média, ligeiramente abaixo da registada no período homólogo , segundo a associação.
Os dados mais recentes confirmam a trajetória de crescimento do turismo fluvial no Douro .
Em 2025, a Via Navegável do Douro registou 1.388.646 passageiros, contra 1.377.858 no ano anterior, mantendo, segundo a associação, oito anos consecutivos de crescimento .
A atividade envolveu ainda 113 operadores, 252 embarcações e quase 17 mil eclusagens.
Os “ cruzeiros turísticos de curta duração continuam a representar o segmento mais expressivo, enquanto os navios-hotel mantenham uma trajetória de crescimento sustentado” , detalha o vice-presidente da AAMTD.
Entre as experiências mais procuradas estão os cruzeiros entre pontes e nas diferentes albufeiras, os percursos de um dia entre Porto, Régua, Pinhão e Barca d’Alva , os programas ligados ao enoturismo e às quintas durienses e as experiências premium associadas ao vinho, gastronomia e património.
A dimensão da atividade marítimo-turística insere-se num setor náutico mais vasto.
Existem atualmente 2.577 embarcações marítimo-turísticas registadas em Portugal, num universo de mais de 73 mil embarcações de recreio .
Segundo um estudo da ACAP Divisão Náutica, realizado em 2025 e citado pelo Fórum Oceano, a náutica de recreio envolve mais de 6.000 empresas, 10 mil trabalhadores e 556 milhões de euros de volume de negócios, colocando Portugal no 12.º lugar europeu.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.