Trade Republic faz ultimato de 48 horas a clientes antigos antes de cortar juros e apoio
Dois meses depois de garantir que a mudança para a sucursal portuguesa era uma escolha sem custos , a Trade Republic está a retirar dois benefícios a quem decidiu manter a conta ligada à casa-mãe alemã: o pagamento de juros sobre o saldo não investido e o apoio ao cliente disponível 24 horas por dia.
Os dois serviços continuam ativos apenas para quem aceitar migrar o IBAN, segundo confirmou fonte oficial da instituição ao ECO.
A pressão para essa mudança tornou-se, aliás, bem mais evidente há poucos dias, quando vários clientes que ainda não tinham migrado receberam um email da corretora com um aviso direto: “Se não atualizares a tua conta nos próximos dois dias, deixarás de receber juros e deixarás de ter acesso ao nosso Apoio ao Cliente 24h.” A diferença de tratamento surge num momento em que a corretora alemã tenta consolidar a operação lançada oficialmente a 16 de julho, quando anunciou a abertura de uma sucursal em Portugal, com IBAN nacional, conta à ordem gratuita e uma taxa de juro de 3% para novos clientes sobre saldos até 50 mil euros.
Para os antigos clientes da corretora, manter a conta ligada à casa-mãe alemã tem, na prática, um preço (perda de juros e apoio permanente) que a Trade Republic recusa reconhecer.
Nesse comunicado, a empresa, liderada por Pablo López em Espanha e Portugal, foi explícita quanto à ausência de qualquer imposição, notando que os “clientes atuais continuam a receber a taxa do Banco Central Europeu (BCE) – atualmente de 2,25% – sobre a totalidade do saldo”, sem qualquer menção a prazos, penalizações ou perda de serviços caso não optassem pela conta nacional.
O apoio ao cliente durante 24 horas por dia em português era, aliás, apresentado como uma conquista já implementada “ao longo do último ano” (foi introduzida em maio), disponível para toda a base de clientes.
O prazo de apenas dois dias comunicado agora por email contrasta, assim, com o tom de escolha sem pressa transmitido no lançamento da sucursal.
Questionada pelo ECO sobre os motivos que levaram à revogação destes dois serviços a quem não migrou, a TradeRepublic remete a decisão para razões de gestão interna.
“A migração para um IBAN português mantém-se opcional para os clientes que já tinham uma conta Trade Republic antes do lançamento da sucursal”, esclarece a instituição, acrescentando que “as diferenças ao nível dos serviços decorrem de questões operacionais e técnicas”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.