Mais de 400 pessoas juntam-se em Coimbra e exigem direito a "teto e chão"
Mais de 400 pessoas juntaram-se hoje na Praça 8 de Maio, em Coimbra, junto à Câmara e ao Mosteiro de Santa Cruz, para reivindicarem soluções para a crise habitacional, numa ação solidária com as acampadas de Porto e Lisboa.
"Eu quero um teto, eu quero um chão, quero o direito à habitação", gritavam os manifestantes pelas 19:45, que também apelavam a medidas concretas e urgentes para a resolução de um problema que disseram persistir em todas as idades e classes sociais.
Na Baixa de Coimbra, promotores ou não da iniciativa empunhavam vários cartazes, onde se podiam ler frases como "Violência policial é o primeiro sinal", "Deixem o Luís especular" ou "Existo logo habito".
As acampadas de Lisboa e do Porto, que foram interrompidas por ações policiais, também mereceram referência na iniciativa solidária e pacífica, com vários dos presentes a questionarem a desproporcionalidade daquelas intervenções.
"Que força é essa? Que força é essa? Que trazes nos braços? Que só te serve para obedecer?", cantou um grupo de organizadores, música de Sérgio Godinho que levantou aplausos de outros apoiantes.
Rebeca Moore, da organização, explicou à agência Lusa que a falta de habitação ou os preços altos dos arrendamentos e de compra são transversais a toda a sociedade e disse ser urgente resolver o problema, sobretudo numa cidade de estudantes, a maioria deslocados.
"Este é um movimento de solidariedade.
Muitos estudantes enfrentam grandes dificuldades e a questão da habitação coloca em causa também o direito à educação.
Há estudantes que são obrigados a pagar 600 ou 700 euros por um quarto", disse.
Moore, que frequenta um curso de mestrado em Coimbra, recordou ainda a "ação musculada" no Porto, com a intervenção policial a eliminar a acampada e sublinhou que, naquela cidade, havia cartazes que referiam que estas atitudes "cheiram a outro tipo de regime".
À Câmara de Coimbra, Rebeca Moore pediu uma atenção especial às repúblicas de estudantes e mais habitação pública.
Maria José Carrilho, de 66 anos, marcou igualmente presença na manifestação e garantiu ali estar porque a "habitação é um direito natural, como a saúde ou a educação".
"Se o sistema capitalista acha que as pessoas não têm direito à habitação, então eu aqui estou.
Este é um direito que deve ser defendido".
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - País.