Lula e Flávio Bolsonaro iniciam propaganda eleitoral com ataques mútuos
E nquanto Lula da Silva apostou em denúncias que envolvem o seu principal adversário, como a polémica em torno do filme "Dark Horse", sobre o pai de Flávio, Jair Bolsonaro - cujo financiamento envolveu o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master -, o candidato da direita centrou os ataques nas investigações que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do Presidente brasileiro, além de explorar temas como a economia e a segurança pública.
Os dois candidatos terão até 01 de outubro, três dias antes das eleições, um espaço privilegiado nos meios de comunicação social para se dirigirem aos mais de 158 milhões de eleitores, através de dois blocos gratuitos de propaganda, de 25 minutos cada, entre segunda-feira e sábado.
A candidatura do Partido dos Trabalhadores (PT), de Lula da Silva, começou por relatar o que chamou de "currículo de Flávio Bolsonaro", acusando o senador de ter iniciado a sua carreira política como funcionário fantasma no gabinete de um deputado.
Recordou o escândalo protagonizado pelo senador quando foi acusado de ficar com uma percentagem do salário dos funcionários do seu próprio gabinete enquanto deputado.
Também foi lembrado o escândalo relacionado com uma conversa na qual o líder da oposição surge a pedir 134 milhões de reais (cerca de 23 milhões de euros) a Daniel Vorcaro, banqueiro detido e acusado de protagonizar a maior fraude financeira do Brasil, para financiar um filme sobre o seu pai, o ex-Presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Na propaganda eleitoral transmitida hoje, Lula da Silva apresentou medidas e resultados que atribuiu à sua governação, defendeu o fim do regime de trabalho de seis dias e dedicou parte do tempo de antena a atacar o senador, apresentado na propaganda do PT como "o pior dos Bolsonaros".
Flávio Bolsonaro, por seu turno, apresentou-se ao lado da mulher, Fernanda, que afirmou que "reformou" o marido, garantindo que ele é o "Bolsonaro moderado" da família.
Por outro lado, o candidato afirmou que Lula da Silva iria mostrar "cenas bonitas", enquanto a sua campanha pretendia mostrar "o Brasil real", destacando problemas como o combate ao crime organizado e o endividamento das famílias.
"A população está dominada pelas fações criminosas, as pessoas nunca tiveram tanto medo, as empresas estão a falir e as famílias estão altamente endividadas", disse o filho mais velho do ex-Presidente Jair Bolsonaro.
Apesar dessas visões diferentes, acrescentou, todos os brasileiros estão de acordo em que o Brasil não está bem e, por isso, apresentou-se como o único candidato capaz de "vencer o crime e vencer esse sufoco que ninguém aguenta mais".
A propaganda eleitoral na rádio e na televisão tem uma importância considerável no Brasil devido à dimensão territorial do país, que ultrapassa os 8,5 milhões de quilómetros quadrados, e aos seus 214 milhões de habitantes.
Essa importância aumenta numa eleição marcada pela forte polarização entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, que contam com apoiantes fiéis e disputam o reduzido grupo de eleitores independentes que ainda não sabe em quem votar.
Lula da Silva, que se candi
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