Netanyahu condena incursão de colonos israelitas na Cisjordânia
"C ondeno veementemente os atos de violência criminosa cometidos nas aldeias de Qusra e Jalud por um punhado de desordeiros que violam a lei, causam uma enorme injustiça à população de colonos que respeita a lei, dificultam o cumprimento das missões das Forças de Defesa de Israel (FDI) e prejudicam a reputação de Israel no mundo", lê-se na nota divulgada pelo primeiro-ministro israelita.
"As ações destes extremistas violentos são uma vergonha e contradizem totalmente os valores do Estado de Israel", declarou, por sua vez, o Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, garantindo que o país "continuará a atuar com firmeza contra tais atos e para manter a ordem pública".
Na manhã de hoje, dezenas de colonos israelitas barricaram-se numa habitação palestiniana depois de uma incursão na aldeia de Qusra.
O Exército israelita afirmou que as suas tropas tiveram de intervir para expulsar os atacantes e pôr fim aos confrontos entre estes e os residentes, que provocaram vários feridos palestinianos.
Netanyahu felicitou as forças israelitas pela sua atuação, classificando-a como rápida e eficaz.
"As Forças de Defesa de Israel, o Shin Bet [serviço de informações interno israelita] e a Polícia estão a realizar uma investigação exaustiva no local, e espero que as forças de segurança detenham os desordeiros e os levem perante a Justiça o mais rapidamente possível", concluiu o chefe do Governo.
O Exército assegurou que apreendeu vários veículos dos colonos, suspeitos de terem sido utilizados para se deslocarem até ao local, e que os entregou à Polícia israelita, juntamente com outras provas, para a "investigação em curso sobre os acontecimentos", embora não tenha sido efetuada qualquer detenção.
Os incidentes ocorrem enquanto prossegue o cerco a três habitações palestinianas naquela localidade por parte de colonos israelitas, que se prolonga já há 21 dias, segundo a agência Wafa.
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