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Banco BPM diz que OPA do Monte Paschi não inclui prémio para acionistas

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Banco BPM diz que OPA do Monte Paschi não inclui prémio para acionistas

O Banco BPM, de Milão, considera que a Oferta Pública de Aquisição apresentada pelo Banca Monte dei Paschi di Siena (MPS) não incorpora um prémio suficiente aos acionistas para compensar os riscos associados à operação, enquanto o conselho de administração, liderado por Giuseppe Castagna, continua a análise da oferta não solicitada.

Em comunicado divulgado na terça-feira, o Banco BPM reconheceu que a oferta do Monte Paschi não tinha sido previamente acordada entre as duas instituições.

O conselho de administração afirmou que a proposta “não reconhece um prémio” para os acionistas do banco.

O banco italiano Monte dei Paschi di Siena (MPS) lançou ofertas para tentar comprar dois outros bancos — Banco BPM e Banca Generali — por um valor combinado de 34 mil milhões de euros.

As ofertas, lançadas em 21 de agosto, avaliam o Banco BPM e a gestora de património Banca Generali, em 25,3 mil milhões de euros e 8,7 mil milhões de euros, respetivamente, com base nas cotações de 19 de agosto.

A oferta pelo Banco BPM correspondia aproximadamente ao valor de mercado da instituição naquela altura, enquanto a proposta pela Banca Generali representava um prémio estimado de cerca de 10%.

A concretização das duas operações daria origem ao terceiro maior banco de Itália e poderá alterar o processo de consolidação em curso no setor bancário italiano.

As ofertas são vistas como arrojada, numa altura em que o MPS ainda está a concluir a integração do Mediobanca, que adquiriu no ano passado, e representam um movimento defensivo depois de, em junho, o banco mais antigo do mundo ter sido alvo de uma oferta não solicitada do Intesa Sanpaolo, que o avalia em 30,6 mil milhões de euros.

Portanto esta operação poderá também frustrar a oferta de aquisição que o próprio Monte dei Paschi enfrenta por parte do Intesa Sanpaolo, o maior banco italiano.

O Banco BPM, liderado pelo presidente executivo Giuseppe Castagna, tinha anteriormente defendido uma possível fusão entre iguais com o Monte Paschi, mas acabou por retirar essa proposta.

O conselho de administração do Banco BPM indicou que irá agora avaliar os termos da oferta, incluindo as suas implicações financeiras e estratégicas, e que divulgará as suas conclusões dentro dos prazos e nos termos previstos pela legislação aplicável.

A questão do prémio oferecido é um dos principais pontos em análise, uma vez que a proposta do Monte dei Paschi terá de convencer os acionistas do Banco BPM de que a operação cria valor face às alternativas disponíveis.

A disputa entre os três bancos ocorre num momento de forte consolidação do setor financeiro italiano, com as operações em discussão a poderem redefinir a dimensão e a posição competitiva dos principais grupos bancários do país.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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