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"Verdadeiro gangster" condenado pela morte de Tupac, por causa de um livro que ele próprio escreveu. "Está na hora de eu esclarecer a história"

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"Verdadeiro gangster" condenado pela morte de Tupac, por causa de um livro que ele próprio escreveu. "Está na hora de eu esclarecer a história"

O rapper Tupac Shakur, de nome artístico 2Pac, morreu a 13 de setembro de 1996, aos 25 anos, seis dias depois de ter sido baleado em Las Vegas. Durante décadas, o assassínio da estrela do hip-hop permaneceu por resolver. Quase 30 anos depois , Duane ‘Keffe D’ Davis, um antigo líder de gangue há muito suspeito de estar envolvido, foi considerado culpado de ter planeado o homicídio. E foi tramado pelo próprio livro de memórias, que terá escrito em coautoria com outra pessoa e que foi lançado em 2019.

“Sou uma das únicas testemunhas oculares ainda vivas do assassínio de Tupac, que também conhece a história muito mais ampla em torno das razões pelas quais tanto Tupac como Biggie foram mortos”, pode ler-se em Compton Street Legend, atribuído a ‘Keffe D’.

Duane ‘Keffe D’ Davis era o autoproclamado “verdadeiro gangster”, membro de topo do gangue South Side Compton Crips, de Los Angeles, e há muito conhecido das autoridades. Sempre se suspeitou de estar envolvido na morte do rapper. “Está na hora de eu esclarecer a história”, lê-se no livro.

A morte do rapper terá sido o “castigo” por uma violação do “rígido código da rua”. Compton Street Legend inclui histórias de ‘Keffe D’ a “gerir um império de droga multimilionário a nível nacional”. Terá sido ele a obter a arma do crime e estaria no carro de onde foram disparados os tiros que mataram Tupac Shakur.

‘Keffe D’ terá mesmo contado a sua versão dos factos à polícia e falou disso abertamente em entrevistas ao longo de mais de duas décadas. Confissões aparentemente insuficientes para ser detido e julgado. Mesmo depois da publicação do livro, em 2019, nada parece ter acontecido durante cerca de quatro anos. Mas os investigadores estiveram, durante esse período, a rever provas e ‘Keffe D’ foi detido em 2023, a 29 de setembro, e acusado de homicídio.

De acordo com as autoridades, foi o livro que trouxe novas luzes à investigação.

Ao longo do julgamento, foram ouvidas 27 testemunhas. Algumas líderes de gangues rivais, que pareciam saber mais do que aceitavam dizer. Não havia provas materiais que colocassem Davis em Las Vegas naquela noite. O advogado de defesa chegou a colocar em causa que o livro tivesse sido escrito por ‘Keffe D’ e disse mesmo que o seu cliente era conhecido por “dizer tretas”.

‘Keffe D” não chegou a subir ao banco das testemunhas, mas foram exibidos excertos em que ele promovia as memórias como “a verdadeira verdade”. O tribunal tomou conhecimento de que havia algumas inconsistências nas diferentes alegações que ele fez ao longo dos anos, mas o essencial permaneceu o mesmo e os jurados acreditaram no arguido

No julgamento, não ficou claro quem disparou a arma naquele 13 de setembro, mas, ao abrigo da lei do Nevada, não importa quem puxou o gatilho. Como o “mandante” que arranjou a arma, Davis ainda poderia ser condenado por homicídio.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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