Xi Jinping pede maior papel global da Organização de Cooperação de Xangai
D urante a cimeira da OCX em Bisqueque, no Quirguistão, Xi afirmou que a organização demonstrou uma "forte vitalidade" desde a criação, há 25 anos, na sequência das "profundas lições da Guerra Fria".
Numa aparente referência ao sistema de alianças militares liderado pelos Estados Unidos, o chefe de Estado chinês afirmou que uma das principais lições retiradas de 25 anos de cooperação foi a necessidade de "encontrar a forma correta de coexistir sem alianças, confrontos ou visar terceiros".
"A conquista mais significativa foi o crescimento constante até se tornar num novo tipo de organização de cooperação regional, que abrange hoje um território mais vasto, engloba a maior população e possui o maior potencial de desenvolvimento do mundo", afirmou Xi, citado pela agência de notícias oficial chinesa Xinhua.
O líder chinês considerou que "a sombra da guerra persiste" e que o mundo se encontra "numa encruzilhada", entre diálogo e confronto, cooperação de benefício mútuo e competição de 'tudo ou nada', e multilateralismo e unilateralismo.
"Perante uma encruzilhada que diz respeito ao futuro e ao destino da humanidade, a Organização de Cooperação de Xangai deve assumir corajosamente as suas responsabilidades e orientar de forma proativa o curso da história", afirmou.
Ao apresentar as suas propostas para o futuro da organização, Xi Jinping defendeu que os países devem "dar prioridade à segurança e criar um ambiente de segurança universal".
O Presidente chinês apelou ainda aos membros da OCX para "impedirem firmemente" a interferência de forças externas nos assuntos internos de outros países, com o objetivo de preservar a estabilidade regional.
A cimeira reúne, entre outros líderes, o Presidente russo, Vladimir Putin, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.
O encontro decorre num contexto de crescente instabilidade internacional, marcado pelos conflitos na Ucrânia e no Irão.
Fundada em 2001 por China, Rússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão e Uzbequistão, a OCX expandiu-se posteriormente para incluir Índia, Paquistão, Irão e Bielorrússia.
Pequim tem procurado reforçar o papel da organização como plataforma para promover uma ordem internacional multipolar e aumentar a influência da China entre os países do chamado Sul Global.
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