Carneiro reage a sondagens: "Não vai haver eleições agora"
O PS voltou a surgir à frente em duas sondagens distintas e José Luís Carneiro apareceu de imediato a pôr água na fervura. Ainda assim, o líder socialista já faz contas à “distância” que o PS tem mostrado face aos adversários políticos e em como esse valor “se tem vindo a consolidar nos últimos seis meses consecutivos”.
Os números apontados, tanto a sondagem sobre intenções de voto em legislativas feita pela Pitagórica para a CNN Portugal como a da Intercampus para o Now, mostram o PS com valores na ordem dos 28%. Bem distantes daquele que Carneiro tem na cabeça como mínimo desejável para ir a votos. Assim, a ordem continua a ser para serenar ânimos .
Esta noite, numa entrevista no canal televisivo Now, Carneiro viu nas sondagens “ bons indicadores que mostram que as pessoas estão a retomar a confiança no PS. Mas há muito trabalho a fazer” avisou.
Também sobre a pressa (sobretudo entre socialistas) que estes dados podem suscitar, o líder socialista sublinhou que “é bom saber” que está “à frente das intenções de voto para um dia servir o país”, mas que “não vai haver eleições agora” . Aliás, em véspera de negociação do Orçamento — um momento político sempre sensível, especialmente quando o Governo em funções não dispõe de uma maioria no Parlamento –, Carneiro volta à garantia de que o seu partido “contribuirá para a estabilidade política”.
Ainda assim, o líder do PS mostra-se atento aos números e, quando confrontado com a preferência de André Ventura para primeiro-ministro, que resultou da sondagem da Intercampus, prefere apontar para as taxas de rejeição ao líder do Chega, verificadas noutros estudos.
É sobretudo para Ventura que se vira quando quer medir forças como alternativa ao Governo . É nessa disputa que coloca todas as fichas nesta altura, pretendendo apresentar-se como uma “alternativa de confiança”, por comparação com uma “oposição destrutiva “.
Ventura, defendeu, “é mais reconhecido por aquele que lidera uma oposição destrutiva, que está sempre apostado na agitação das águas”. Quanto ao PS, garante, tem tido uma “ tendência progressiva e consolidada para que se afirme como alternativa séria e de confiança”.
“Uma coisa é uma oposição para destruir instituições e outra é a construção de uma alternativa de confiança”, afirmou Carneiro na mesma entrevista que se seguiu à declaração do primeiro-ministro para apresentar medidas para responder à crise.
Quanto ao que foi anunciado uma hora e meia antes, o socialista voltou a criticar o caminho seguido. “Luís Montenegro falhou, mais uma vez , a dois milhões de trabalhadores”, afirmou referindo-se aos que estão isentos de IRS e não são abrangidos pelas medidas que incidem sobre este imposto.
Carneiro diz que “é necessário tomar medidas para reduzir os custos dos combustíveis” e insiste que “o Governo está a ganhar dinheiro” com este aumento e explica: “O Governo aumentou, por via de portarias, a carga de impostos sobre os combustíveis, em 2024 e 2025, e esse aumento levou a um aumento da receita em 1.048 milhões de euros até ao final de 2025 e continua a ter ganhos em 2026”.
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