Rubio promove os F-35 e diz que uso das Lajes “segue protocolos”
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse que os EUA estão "ansiosos por aprofundar e fortalecer" a relação com Portugal, na primeira visita - que espera não seja a última - a Lisboa.
"Quase percebi tudo o que ele disse, porque é muito próximo do espanhol", afirmou Rubio na conferência de imprensa ao lado do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, após uma reunião no Palácio das Necessidades.
"Portugal e os EUA são aliados, aliados históricos, unidos por uma relação de longa data", disse Rangel, falando de um "parceiro estratégico".
Rubio destacou as relações na área da Defesa, enquanto aliados da NATO, destacando o compromisso que Portugal está a fazer para investir mais.
"Para que a NATO seja relevante, é necessário que seja forte.
Para que a NATO seja forte, os seus Estados-membros precisam de ser fortes.
Para que os Estados-membros da NATO sejam fortes, precisam de ter capacidades", afirmou.
Mas o secretário de Estado disse também que não quer centrar a relação apenas na área da Defesa, defendendo que no domínio económico Portugal tem um papel importante.
Falando por exemplo dos cabos submarinos ou dos centros de dados, Rubio disse que Portugal é um "ponto de entrada ideal, de um ponto de vista geográfico e económico, para as empresas tecnológicas norte-americanas na Europa".
"Aguardo com expectativa os futuros séculos de colaboração entre os EUA e Portugal, à medida que criamos uma aliança transatlântica mais segura e forte e promovemos um futuro mais próspero para os nossos povos", referiu.
Rubio mencionou também o número "impressionante" de turistas norte-americanos que vêm a Portugal, elogiando também os esforços que foram feitos no combate ao narcotráfico, com a apreensão nos últimos anos de 200 toneladas de cocaína.
Na resposta a uma questão sobre a eventual compra de caças F-35, Rangel disse que a decisão não está tomada e que "o Estado português decidirá sempre de acordo com o interesse nacional".
Rubio também disse que a decisão caberá ao governo português.
"Nós achamos que devem comprar F-35, porque achamos que é o melhor do mundo", afirmou.
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