Proteção Civil da Marinha Grande tem 22 geradores em reserva estratégica
O Serviço Municipal de Proteção Civil da Marinha Grande, concelho gravemente afetado pela depressão Kristin, tem uma reserva estratégica de 22 geradores e está prevista a aquisição de mais equipamentos, disse hoje à agência Lusa o seu coordenador.
Segundo Pedro Borges, o serviço tem atualmente 18 geradores ligeiros e quatro geradores médios, equipamentos que ou foram doados por várias entidades e particulares à autarquia no período crítico pós-depressão Kristin ou foram adquiridos.
"Integram a reserva estratégica do Serviço Municipal de Proteção Civil", esclareceu Pedro Borges.
O coordenador municipal de Proteção Civil adiantou que está a decorrer um processo nos serviços técnicos daquela Câmara do distrito de Leiria para a compra de mais geradores, estes de grande capacidade, para "garantir as condições mínimas de abastecimento de água em caso de emergência".
Entretanto, o serviço adquiriu um drone, com câmara térmica, uma "ferramenta que permite uma visualização aérea, facilitando a identificação de danos", exemplificou Pedro Borges.
"Foi usado recentemente para tentar localizar uma mulher que estava desaparecida e no combate a um incêndio na Zona Industrial de Vieira de Leiria, entre outras situações", afirmou.
Em matéria de comunicações, o coordenador avançou que, num processo com o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Leiria e os dez municípios desta Comunidade Intermunicipal, "todos têm equipamentos nas respetivas câmaras e serviços municipais de Proteção Civil que permitem comunicações via satélite".
"Aos corpos de bombeiros do concelho, da Marinha Grande e de Vieira de Leiria, foram atribuídos equipamentos de comunicações via satélite, para reforçar esta ligação", explicou Pedro Borges, adiantando que está a decorrer o processo para aquisição de uma tenda de campanha e para uma rede integrada de telecomunicações de emergência.
Neste último caso, o objetivo é "suprir dificuldades em caso de falha generalizada de telecomunicações, nomeadamente o Siresp [Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal]", referiu o responsável da Proteção Civil municipal, frisando que "o objetivo é conseguir ter equipamentos com tecnologias diferentes que sejam redundantes".
Pedro Borges acrescentou que estas medidas integram o trabalho de planeamento iniciado em março e que contempla, também, a revisão do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, que está em curso.
"No plano que está em revisão estavam identificadas uma série de infraestruturas que serviam de apoio para operações de Proteção Civil e muitas dessas infraestruturas colapsaram com a Kristin, mas, entretanto, já definimos internamente estruturas de substituição que ainda não estão plasmadas no futuro plano", declarou Pedro Borges.
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