"Estamos a fazer história". Israel anuncia início de uma "unidade de execução" para palestinianos condenados à morte
"Prometi promulgar uma lei de pena de morte para terroristas. Foi cumprido. Prometi estabelecer um centro. Está a ser implementado", diz Ben Gvir num vídeo em que o fundo aparece desfocado atrás de si, mas no qual é possível observar uma primeira estrutura de madeira e ferro sob uma tenda azul.
O ministro acrescenta no comunicado que a unidade contará com "cabinas de observação" que permitirão aos visados e às suas famílias "assistir aos procedimentos, como é habitual em muitos países", e diz que também lhes serão garantidas "autorizações de visita" para que supervisionem o processo até à execução.
O Parlamento israelita aprovou em março passado uma lei que impõe, por defeito, a pena de morte aos palestinianos da Cisjordânia, território ocupado por Israel, declarados culpados de perpetrar ataques mortais considerados atos de terrorismo por um tribunal militar.
Segundo a lei, que não se aplica por defeito aos cidadãos israelitas, uma vez que são julgados (incluindo os colonos) em tribunais civis e não militares, as execuções serão realizadas no prazo de 90 dias a contar da sentença.
"Prometemos e estamos a cumprir. Prometi piorar as condições dos terroristas nas prisões e cumprimos. Prometi aprovar a pena de morte para os terroristas e fizemo-lo. E agora o corredor da morte e o centro de execução também estão a começar a tomar forma", acrescenta o texto.
"Estamos a fazer história. Os nossos terroristas só merecem uma coisa: a morte por enforcamento", sentencia o político, colono e ex-condenado por crimes de terrorismo, que há alguns dias sugeriu num podcast que Israel deveria matar "30 ou 40" palestinianos por noite em Gaza.
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