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Comissão e países divididos sobre cortes e prioridades no orçamento da UE. O que se segue?

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Comissão e países divididos sobre cortes e prioridades no orçamento da UE. O que se segue?

A União Europeia (UE) está a negociar o próximo Quadro Financeiro Plurianual (QFP) para o período 2028-2034, um pacote que poderá mobilizar quase dois biliões de euros ao longo de sete anos.

Mas, apesar de os 27 Estados-membros concordarem com a necessidade de financiar novas prioridades — da defesa à competitividade –, continuam divididos sobre a dimensão do orçamento, a distribuição dos fundos e a forma de os financiar.

A Comissão Europeia quer uma reformulação significativa do orçamento europeu de longo prazo, com novas fontes de receita e uma reorganização dos programas .

Do outro lado, os seis países conhecidos como o grupo dos “frugais”, que contribuem mais para o orçamento do que recebem, defendem cortes de centenas de milhares de milhões de euros, enquanto outros Estados-membros, como Portugal, insistem na proteção da política de coesão e da Política Agrícola Comum (PAC).

O objetivo é chegar a um acordo político até ao final deste ano .

Como tal, o Conselho da UE, atualmente presidido pela Irlanda, está a tentar aproximar posições entre os 27, num processo que deverá entrar numa fase decisiva na cimeira europeia agendada para 15 e 16 de outubro.

Como se chegou até aqui Orçamento europeu tem mais defesa, competitividade e clima Ler Mais Foi no dia 16 de julho de 2025 que o Executivo comunitário apresentou a sua proposta para o orçamento de longo prazo da UE .

O plano ascende a quase dois biliões de euros, a preços correntes, equivalentes a 1,26% do rendimento nacional bruto médio da União Europeia no período.

Um segundo pacote de propostas setoriais foi apresentado em setembro desse ano.

A proposta procura adaptar o QFP a um contexto de maiores necessidades de investimento em defesa e segurança, competitividade, energia, migração e resiliência climática, sem abandonar áreas tradicionais de despesa, como a agricultura e a coesão económica, social e territorial.

Uma das principais mudanças é a criação de planos de parceria nacionais e regionais, que deverão reunir num único instrumento vários fundos atualmente separados, incluindo os destinados à coesão, à agricultura, às pescas e à segurança.

A Comissão defende que esta reorganização poderá simplificar a execução dos fundos, embora suscite preocupações sobre a distribuição do financiamento e o papel das regiões.

Em dezembro de 2025, os líderes europeus tomaram nota do primeiro quadro de negociação, elaborado pela então Presidência dinamarquesa do Conselho da UE.

Em junho deste ano, a Presidência cipriota apresentou uma versão revista, já com valores, para ajudar a orientar as discussões políticas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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