Há quatro portugueses desaparecidos nas cheias no Nepal e mortos sobem para mais de 300. O que se sabe sobre a tragédia
[notícia atualizada às 14.05] As autoridades do Nepal elevaram para pelo menos 353 o número de mortos confirmados na sequência da grande enxurrada que atingiu a região fronteiriça com o Tibete, segundo a mais recente atualização, nesta quinta-feira (27 de agosto).
Do lado tibetano, foram recuperados mais três corpos.
Há ainda cerca de mil pessoas dadas como desaparecidas entre os dois lados da fronteira - incluindo quatro cidadãos portugueses , três homens e uma mulher, segundo informação atualizada já esta quinta-feira pelo ministério dos Negócios Estrangeiros, confirmando mais dois cidadãos nacionais em relação aos dados conhecidos na véspera.
O balanço continua, contudo, provisório, perante a dimensão da área afetada e o elevado número de pessoas que permanecem sem contacto, com os números de mortos e desaparecidos em constante atualização.
As operações de busca prosseguem num cenário de várias dificuldades, como estradas destruídas, pontes arrastadas, falhas nas comunicações e novos deslizamentos que condicionam o acesso às zonas mais atingidas.
A tragédia, desencadeada na manhã de quarta-feira, terá sido provocada pelo colapso súbito de um glaciar nos Himalaias.
Os primeiros relatos apontaram para um sismo como possível origem do desastre, mas o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) esclareceu posteriormente que o fenómeno correspondeu a um “colapso glaciar”.
O impacto da massa de gelo e detritos no fundo do vale terá sido tão forte que registou uma magnitude de 5,2.
Entre os desaparecidos no Nepal estão mais de mil pessoas, das quais cerca de 800 estrangeiras, de acordo com dados das autoridades policiais e turísticas nepalesas.
O que aconteceu? A força da cheia surpreendeu comunidades, trabalhadores e viajantes junto à fronteira entre o Nepal e a China.
Vídeos nas redes sociais mostram uma massa de água, lama e rocha a avançar pelo vale e a atingir um posto fronteiriço em Gyirong.
Casas, estradas, pontes e infra-estruturas de energia foram destruídas ou arrastadas pela corrente.
Uma análise preliminar do International Centre for Integrated Mountain Development (ICIMOD), uma organização intergovernamental, aponta para a possibilidade de uma “avalanche de gelo e rocha” com origem numa zona de grande altitude.
A queda de uma enorme quantidade de gelo e detritos para o Lende Khola, afluente do rio Bhote Koshi, terá provocado uma subida abrupta do caudal.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.