Kusama, para sempre rebelde, artista icónica, diz o seu Adeus
Na sala dos espelhos criada pela artista japonesa Yayoi Kusama, procuramos por nós próprios, mas estamos em todo o lado.
Já não temos controlo sobre o infinito que ela criou.
De certa forma, ela faz troça de nós.
Quando morreu em Tóquio, aos 97 anos, só podemos saudar uma mulher que nos deu não apenas coloridas bolinhas, mas também muitas lições de vida.
Com a sua morte, encerrou-se uma era.
No século passado, quando as mulheres muitas vezes não tinham nome, ela imprimiu o seu em letras douradas na história.
Apesar de todos os males que a vida lhe trouxe, escolheu ser uma mulher que lutou e resistiu.
No fim, o seu adeus veio de uma mulher vitoriosa.
Quebrou as regras da sociedade, desafiou a política e o mundo da arte dominado pelos homens.
E quem esteve por detrás desta história de vitória? Outra mulher.
Foi o incentivo de outra mulher monumental, Georgia O’Keeffe, que levou Kusama a deixar o Japão e a mudar-se para Nova Iorque em 1957.
Ainda bem para os portugueses: conseguimos ver a sua última exposição no Museu de Serralves, no Porto, em 2023.
Foi avassalador.
Mas, tanto quanto a sua arte, a curadoria bem-sucedida proporcionou aos visitantes a história de vida desta mulher única, que é simplesmente inspiradora.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.