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Ex-diplomatas fazem apelo a Paris e Londres: "Palestina a desaparecer..."

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Ex-diplomatas fazem apelo a Paris e Londres: "Palestina a desaparecer..."

N um artigo de opinião publicado hoje no jornal Le Monde, os diplomatas lembram que a França e o Reino Unido, que reconheceram o Estado da Palestina em 2025, devem agora traduzir esse reconhecimento em medidas concretas, acusando, nomeadamente, o governo israelita de comprometer a perspetiva de um Estado palestiniano e denunciam a situação humanitária em Gaza, bem como a violência e a destruição na Cisjordânia.

"A Palestina está a desaparecer diante dos nossos olhos", denunciam, salientando a precariedade dos dois milhões de palestinianos da Faixa de Gaza "confinados em 30% de um território devastado, famintos, privados de medicamentos e de habitação".

O artigo de opinião condena os "crimes hediondos" cometidos pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 em Israel, "mas nada justifica a política sistemática de destruição de Gaza e da sua população", segundo os seus autores.

"Em Jerusalém Oriental e noutros locais da Cisjordânia, a destruição de casas e a violência generalizada dos colonos - com a conivência do exército e da polícia israelitas -constituem uma limpeza étnica", escrevem.

Os signatários formulam recomendações a Paris e Londres para que façam respeitar as decisões do Tribunal Internacional de Justiça e do Tribunal Penal Internacional, nomeadamente a suspensão dos acordos comerciais com Israel e da cooperação militar bilateral.

Entre eles encontram-se os franceses Yves Aubin de la Messuzière, antigo embaixador e diretor para a África do Norte e o Médio Oriente do Quai d'Orsay, Bernard Bajolet, antigo embaixador na Argélia e na Jordânia, Denis Bauchard, antigo embaixador e diretor para a África do Norte e o Médio Oriente, e Frédéric Desagneaux, antigo cônsul-geral em Jerusalém.

Do lado britânico, Sir Jeremy Greenstock e Sir Emyr Jones Parry, ambos ex-embaixadores junto da ONU, e Sir Vincent Fean, ex-cônsul-geral em Jerusalém, são também signatários.

Ao mesmo tempo, os diplomatas apelam aos palestinianos para que "garantam que o Estado reconhecido por mais de dois terços dos países seja democrático e respeite a lei, apesar da ocupação", e defendem a reunificação política, administrativa e económica de Gaza e da Cisjordânia, bem como a realização de eleições livres e justas.

Por outro lado, o texto não faz referência ao desarmamento do Hamas, condição sine qua non para que Israel se retire de Gaza.

O artigo de opinião é publicado num contexto de tensões entre Israel e os países europeus. A Alemanha, a França, a Itália e o Reino Unido apelaram na quinta-feira a Israel para que "ponha fim à expansão dos colonatos na Cisjordânia".

O Governo português condenou hoje "fortemente" Israel pela expansão dos colonatos na Cisjordânia, através do projeto E1 em lançamento, e assim "afastar ainda mais" uma solução de dois Estados com a Palestina.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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