2 CV: a história do Citroën que nasceu em França, acabou em Portugal e vai renascer elétrico
O Citroën 2 CV está prestes a regressar como automóvel elétrico, mais de três décadas depois de o último exemplar sair da fábrica de Mangualde, em Viseu.
O modelo, apresentado originalmente em 1948 e produzido em mais de cinco milhões de unidades, tem uma relação particularmente forte com Portugal: Mangualde produziu mais de 81 mil 2 CV e foi precisamente nessa fábrica que, a 27 de julho de 1990, terminou a produção mundial do icónico automóvel.
A história do 2 CV começou muito antes da sua apresentação oficial.
Em 1936, a Citroën lançou o projeto TPV, sigla francesa para “Toute Petite Voiture”, ou “veículo muito pequeno”.
A ideia era desenvolver um automóvel simples, económico, versátil e suficientemente robusto para permitir a pessoas com baixos rendimentos ter acesso à mobilidade individual.
A Segunda Guerra Mundial interrompeu o desenvolvimento do projeto.
Os protótipos chegaram a ser escondidos para evitar que caíssem nas mãos das forças alemãs e alguns foram preservados em segredo.
Depois da guerra, a Citroën retomou o projeto e apresentou finalmente o 2 CV no Salão Automóvel de Paris, em outubro de 1948.
O automóvel destacava-se pela simplicidade mecânica, baixo consumo, suspensão confortável e capacidade para enfrentar estradas em condições difíceis.
A filosofia era diferente da dos automóveis convencionais da época: não procurava luxo ou potência, mas cumprir de forma barata e prática as necessidades quotidianas.
O resultado foi um fenómeno que ultrapassou rapidamente a função para a qual tinha sido concebido.
Entre 1949 e 1990 foram produzidos 5.114.969 exemplares do 2 CV, incluindo mais de 1,2 milhões de versões comerciais.
Mangualde entrou na história do 2 CV Portugal assumiu um papel importante nesta história a partir de 1964.
A fábrica de Mangualde, criada no início da década de 1960 sob a designação Citroën Lusitânia, começou nesse ano a produzir o 2 CV AZL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.