Proibir acesso de menores e redes sociais não é solução diz Unicef Portugal
A diretora da Unicef Portugal defendeu hoje que a proibição a menores de aceder a redes sociais imposta em vários países e em discussão em Portugal, não resolve o número crescente de abusos sexuais `online`.
No dia em que o Fundo da ONU para a Infância (Unicef) internacional divulgou um estudo que alerta que, no ano passado, mais de 20 milhões de crianças de 21 países foram alvo de abusos sexuais `online`, Beatriz Imperatori, sublinhou à Lusa que o objetivo da organização é conseguir que as empresas que desenham as plataformas de internet assumam a responsabilidade pela segurança.
"A proibição pura e dura de acesso [às redes sociais por menores] não resolve" o problema. A única coisa que sabemos que resolve é a responsabilidade do desenvolvimento de um `safety design`", afirmou, em entrevista à agência Lusa.
Segundo a diretora da Unicef Portugal, é preciso retirar das crianças e dos pais o ónus da responsabilidade de prevenir estes crimes.
"A empresa de tecnologia que desenha e desenvolve a própria rede social é que é a primeira responsável por garantir que a navegação é segura", disse, admitindo, no entanto, que as dificuldades são imensas.
"Estas empresas [as plataformas de internet] têm uma dimensão multinacional e, portanto, isto obriga a colaboração global. Não é qualquer coisa que apenas um Estado possa garantir e, nomeadamente, um Estado pequeno como o Estado português.
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